A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 27/03/2022
De acordo com a filósofa Hannah Arendt: “a essência dos Direitos Humanos é o direito a ter doreitos”. Observa-se que, infelizmente, isso não ocorre na prática, visto que a formação familiar e o descaso governamental são fatores preponde-
rantes que prejudicam a valorização do esporte femenino no Brasil. Logo, tais ma-
zelas devem ser remediadas indo ao encontro do afirmado por Arendt.
A princípio, é válido ressaltar que, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, “o ser hu-
mano líquido possui laços fragmentados e não se importa mais com o que ocorre à sua volta”. Nesse sentido, as pessoas desvalorizam o esporte feminino pela for-
mação machista e patriarcal, a maioria das pessoas não se importam, não deba-
tem e nem se mobilize a favor do esporte feminino. Isso, infelizmente, é um dos principais desafios para acabar com esse imbróglio, uma vez que muitas meninas, desde cedo, são incentivadas a atividades domésticas. Assim são poucas que se inserem nos esportes por incentivo familiar.
Além disso, a negligência governamental é outro obstáculo para a valorização do esporte feminino no Brasil. Nesse sentido, de acordo com o jornalista Gilberto Di-
menstein, em seu livro “O cidadão de papel” o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais - a atual Constituição - e pela concretização da ci-
dadania no campo teórico. Dito isso, pode-se afirmar que a não valorização do es-
porte feminino vai ao encontro do cenário postulado pelo jornalista. Essa lamen-
tável situação é reflexo do mau planejamento quanto aos recursos financeiros pa- ra promoção de políticas públicas, como a falta de subsídio financeiro. Com isso, ocasiona-se o tortuoso acesso à escolinhas de esportes femininos, tornando-as invisíveis para o Estado analogamente à ideia de “cidadão de papel”. Desse modo, o caos social faz-se presente no país, haja visto que as atletas tenham pouca invi-
sibilidade pouco patrocínio, o que transgride o direito à promoção das mulheres no esporte.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação criar propagandas educativas sobre a importância do espaço feminino no esporte, por meio de movimentos midiáticos, por exemplo, em comerciais de televisão. Isso deve ser feito para a efetiva valorização do esporte feminino brasileiro.