A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 25/08/2022

“Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. Nesse trecho da música “Que país é essse?”, da banda Legião Urbana, há a denún-cia acerca de diversos problemas sociais. Na realidade brasileira, isso pode ser observado na medida em que a negligência governamental e o machismo são de- safios que ajudam na persistência de empecilhos na valorização do esporte femi-nino no Brasil.

Efetivamente, de acordo com a Constituição Cidadã de 1988, direitos básicos são assegurados a toda população, por exemplo, dignidade, lazer e educação. Entretanto, isso não ocorre na prática, haja vista que a valorização do esporte fe- minino está comprometida. Essa constatação pode ser feita na medida em que há o nítido descaso governamental perante esse desafio, pois há falta de incentivo para entrada de meninas no mundo esportivo e ineficiência de subsídio financeiro para escolinhas de esporte feminino. Desse modo, várias atletas acabam desistin-do pela falta de visibilidade e patrocínio e o seu direito acaba sendo negado.

Ademais, a formação familiar, em grande parte da sociedade, é outro desafio que tem ajudado na permanência da ausência de reconhecimento do esporte fe- minino no Brasil. Nesse sentido, conforme o conceito de normalização, definido pelo filósofo Michael Foucault, afirma que, na sociedade há a repetição de certos comportamentos se que haja uma reflexão contida sobre essas atitudades. Para-lelamente ao filósofo, o machismo e as posições patriarcais ainda persistem sobre os indivíduos e familiares, impedindo meninas de se inserirem nos esportes e rea-lizarem atos diferentes que são consideradas “masculinas” pela população, como basquete, futebol e boxe. Consequentemente, muitas mulheres são forçadas a abandonarem seus sonhos e realizarem outras atividades.

Portanto, cabe ao governo, órgão responsável pelo bem-estar-social, junta- mente com as mídias devem, por meio de campanhas e subsídio financeiro, finan-ciar as escolinhas de esporte feminino e incentivá-las a persistirem os seus sonhos, além de incentivar em campanhas a combaterem o machismo e mudarem seus pensamentos e atitudes. Dessa maneira, o conceito de normalização feito por Mi-chael Foucault não estará presente mais na sociedade brasileira.