A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 01/11/2022

Observa-se que, na realidade contemporânea brasileira, poucas discussões têm ocorrido a respeito da valorização do esporte feminino no Brasil. Dessa maneira, cabe analisar a banalidade do mal e a má influencia midiática como fatores que corroboram para a desvalorização da temática em questão.

Em primeira análise, de acordo com a filósofa Hanna Arendt em seu conceito de banalidade do mal, quando uma atitude hostil ocorre constantemente a sociedade passa vê-la como banal. Dentro desse cenário, o corpo social banalizou os efeitos do patriarcado, que visa o favorecimento do homem, na atualidade. Como consequência, há uma desvalorização dos esportes femininos resultando na maioridade masculina no meio esportivo e no baixo o interesse, entre as mulheres, em se tornarem atletas.

Além disso, segundo o filósofo Pierre Bourdieu, aquilo que é criado como instrumento de democracia não pode se tornar em mecanismo de opressão. Nesse contexto, a mídia participa na desvalorização do esporte feminino por meio do silenciamento, já que, não expoe o problema e deixa de incentivar a solução. Consequentemente, com a baixa visibilidade, há pouco investimento na área esportiva feminina e nas atletas, resultando em sálarios desiguais.

Depreende-se, portanto, da adoção de medidas que venham incentivar a valorização do esporte feminino no Brasil. Dessa forma, cabe ao ministério da educação, em parceria com a mídia, criar campanhas de visibilidade, usando redes sociais e visitas escolares, com ajuda de atletas femininas, por meio de verbas governamentais, a fim de estimular o interesse esportivo e a valorização do esporte feminino.