A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 09/11/2022

A esportista brasileira Marta é reconhecida internacionalmente e ganhou de 8 bolas de ouro, prêmio máximo no futebol. Ainda assim, a discriminação sofrida pela jogadora é notada em seu pagamento, sendo esse demasiadamente inferior ao esperado para um atleta de sua competência. Sob essa mesma ótica, muitas outras mulheres brasileiras praticantes de esporte são ostilizadas em suas práticas corporais. Tendo em vista a extinção dessa lógica de desvalorização, é preciso combater o mal causador, a saber: a discriminação social e a inércia estatal.

Primordialmente, é necessário examinar as causas de manutenção da discriminação social sofrida pelas esportistas. De acordo com o sociólogo Pierre Bordieu, a violência simbólica consiste numa série de condutas que tem como objetivo excluir o diferente, resultando em um preconceito de grupo. Nessa perspectiva, notam-se vários atos de violência às mulheres no esporte, por exemplo, a separação sexista de práticas femininas e masculinas, compelindo o surgimento de atletas femininas competentes em diversos esportes. Fruto disso, diversos talentos são suprimidos em meio à esse ambiente de desvalorização.

Além disso, diante da desigualdade social apontada, o Estado permanece inerte e descumpre seu dever para com as brasileiras esportistas. Segundo a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos têm o direito social a igualdade em todas as instâncias. Apesar dessa disposição legal, é notável a inércia nacional no combate as desigualdades sofridas por mulheres no esporte, o que resulta em sua desvalorização permanente. Como exemplo disso, cita-se o próprio investimento do Estado em seus atletas diante de competições internacionais, pois no Brasil os atletas homens recebem mais que as mulheres.

Portanto, a fim de valorizar as atletas femininas, é notável que a intervenção do governo federal é fundamental a resolução da lide. Dessa maneira, o Ministério do Esporte, pasta administrativa que gere os recursos de seu tema, deverá agir por meio de política pública de incentivo à mulher no esporte. Essa ação terá como norte o financiamento de centros esportivos públicos para mulheres, com incentivo à público e boa remuneração às atletas, tendo como finalidade a geração de atletas competentes e valorizadas, resultando em novas “Martas”.