A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/07/2023

A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, garante, em suas disposições, o direito à segurança pública, de forma isonômica e plena. No entanto, o que se percebe, no cenário atual, é a contradição dessa ideia constitucional, uma vez que a desvalorização do esporte feminino no Brasil comprova a existência de uma série de adversidades, ocasionado pela falta de políticas públicas e pela negligência governamental. Diante disso, faz-se necessário o debate em torno das questões que contribuem para a persistência da problemática.

É fulcral pontuar, a princípio, que a falta de políticas públicas é causa notória da questão. Nessa perspectiva, Abraham Lincoln, célebre político americano, disse que a política existe para servir o povo e não o contrário. Entretanto, em relação aos desafios para garantir a valorização do esporte feminino no Brasil, essa afirmação de Lincoln não se faz presente, uma vez que o Poder Público não serve a população com ações, metas e planos que solucionem entraves, como a precariedade do ensino escolar, a desigualdade social e o desemprego, visto que são fatores que contribuem para o preconceito contra as atletas femininas. Assim, sem uma política comprometida, a resolução de tal fato é praticamente utópica.

Ademais, é fulcral pontuar a falta de atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, o Brasil ainda se encontra com a ausência da participação feminina nos esportes. De acordo com o Jornal nacional, no Brasil, foram registrados apenas 45% de mulheres que participaram dos jogos olímpicos em 2016, e isso se deve pelo fato de não haver políticas públicas que informem sobre a importância da valorização. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Portanto, para garantir os benefícios previstos pela Convenção Americana de Direitos Humanos, as escolas — responsáveis pela transformação social — devem estimular a população a solicitar melhorias em relação a valorização das mulheres nos esportes, por meio de projetos pedagógicos, como palestras capazes de mobilizar o Estado e a sociedade. Essa iniciativa teria finalidade de garantir os direitos descritos pela constituição de 1998.