A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 03/08/2023

Segundo o jornal G1, a audiência do futebol feminino cresceu em quase 60% nos últimos 4 anos, demonstrando uma crescente valorização do cenário esportivo feminino no Brasil. Desde 1990, as mulheres vêm batalhando para adquirir mais reconhecimento no âmbito esportivo brasileiro e isso está, aos poucos, acontecendo. Porém, muito esforço ainda é necessário para uma real valorização do esporte feminino em uma sociedade machista.

Primeiramente, é valido ressaltar o impacto da representatividade feminina nos esportes, lutando contra o estigma social de que as mulheres não são boas esportistas. Um dos exemplos desse impacto é a jogadora brasileira eleita 6 vezes a melhor do mundo, Marta Silva. Em uma entrevista no final de 2021, a atleta relatou não ter tido referencias esportivas femininas na infância, mas hoje, ela conta com fã clubes repletos de garotas que sonham em se tornarem jogadoras, inspiradas por Marta, quando crescerem. Desse modo, a atleta demonstra a evolução do valor feminino nos esportes, abrindo portas para meninas da nova geração entrarem no mundo esportivo.

Contudo, apesar dos avanços na valorização do esporte feminino, ainda há diversos obstáculos a serem combatidos para um verdadeiro reconhecimento das atletas brasileiras. Uma pesquisa feita pelo jornal BBC em 2019 revelou que as mulheres ganham menos em relação aos homens até no campo esportivo, chegando a receber até 70% menos. Isso fica claro ao compararmos o prêmio dado às seleções masculinas vencedoras da copa do mundo, cerca de 90 milhões de reais, com a feminina, menos de 15 milhões de reais. Dessa forma, o cenário esportista ainda é desigual com as jogadoras que ainda não tem seu valor reconhecido pela sociedade.

Portanto, é mister a atuação do governo federal para garantir o devido reconhecimento as atletas brasileiras. Cabe, então, ao Estado, em apoio com o Ministério da Cultura, desenvolver propagandas que indiquem o crescimento do cenário feminino brasileiro no futebol, por meio de contratos com grandes emissoras de televisão para repassar esses anúncios em horários de pico, visando diminuir o preconceito da população em relação ao esporte feminino.