A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 29/08/2024

No Brasil, as primeiras esportistas começaram a surgir nas décadas de 1920 e 1930, quando passou a ser liberada sua participação em clubes. No contexto atual, o esporte feminino se popularizou em diversas modalidades. No entanto, sua aparição tardia se torna desculpa para comentários maldosos. Além da falta de apoio das instituições, desestimulando as mulheres a praticarem e consequentemente desvalorizando o esporte feminino.

Primeiramente, a desvalorização da mulher se estende desde os primórdios da sociedade, tal como a primeira mulher a ser reconhecida como esportista, chamada Nettie Honeyball, que ficou conhecida na década de 1890, após fundar o primeiro clube de futebol feminino da história. Porém, mesmo após grandes marcos como esse que se seguiram na história, ainda há falas de caráter machista devido ao costume de apenas homens praticarem o esporte.

Por conseguinte, a sociedade carrega o passado em suas opiniões, como disse o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau, o homem é fruto do meio em que habita. Logo, um indivíduo que cresceu em um ambiente onde o esporte feminino é tratado de maneira discriminatória e não valorizada, esse mesmo cidadão irá crescer com esses ideais, que dificilmente podem ser alterados.

Em suma, nota-se que parte da desvalorização do esporte feminino se dá por sua conquista tardia e por ideais machistas serem passados para as próximas gerações sem interrupções. Por fim, é dever do Ministério do Esporte em conjunto com as escolas incentivar os jovens desde cedo no esporte, para que possam mudar e passar uma boa perspectiva para frente. Ademais, é dever da mídia e das instituições esportivas divulgarem e investirem no esporte feminino, visto que em muitos esportes não há incentivo por falta de investimento e divulgação. Dessa forma, há um estímulo para que as meninas o pratiquem e posteriormente possam viver disso, valorizando assim, o esporte feminino.