A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 29/08/2024
Segundo a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos são iguais perante a lei, independentemente de cor, raça ou gênero. No entanto, essa igualdade não se reflete na prática quando observamos a desigualdade salarial no meio esportivo, principalmente em relação às atletas femininas, que possuem menor visibilidade do que os atletas masculinos uma realidade evidente no país.
Em primeira análise, destaca-se a falta de medidas governamentais voltadas para o ambiente esportivo, o que contribui para a persistência de estigmas sociais. Esses fatores reforçam a ideia de que o esporte masculino tem maior valor e destaque, o que contraria as ideias do filósofo contratualista John Locke, que defende que o Estado tem o dever de garantir direitos fundamentais, como a igualdade entre os indivíduos. A ausência dessas medidas quebra o elo do “contrato social”.
Além disso, a falta de investimento e visibilidade no esporte feminino agrava ainda mais esses estigmas. A escassez de representatividade e a subvalorização das mulheres no esporte são evidentes, mesmo diante de conquistas expressivas, como o pódio brasileiro feminino nas Olimpíadas de Paris, que, apesar da falta de apoio e investimento, conquistou medalhas de ouro.
De acordo com esta visão, é importante que as autoridade e a sociedade civil trabalhem em conjunto para mudar esta tendência de desigualdade. A implementação de políticas públicas que incentivem a igualdade no desporto é um passo importante para garantir os direitos previstos pela Constituição.