A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 04/02/2025

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo, era vencido pela exaustão, assim, a pedra retornava à base. Todavia, o que se observa na realidade contemporânea é a desigualdade das mulheres nos esportes, deste modo, vencido pela exaustão dos desafios, assim como Sísifo. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência do governo quanto da lenta mudança no consciente coletivo.

Sob essa perspectiva, é essencial destacar que a falta de valorização das mulheres nos esportes decorre da ineficácia dos órgãos governamentais, no que tange à elaboração de estratégias que evitem tais reincidências. Conforme o filósofo Thomas Hobbes, o Estado tem o dever de assegurar o bem-estar da população. No entanto, isso não acontece no Brasil devido à omissão das autoridades que visto o investimento em políticas públicas dificulta a equidade de ambos os gêneros nos esportes, o que faz esse meio ser ainda muito masculino.

Além disso, é crucial destacar o preconceito na sociedade como catalisador do problema. Segundo Voltaire: “Preconceito é opinião sem conhecimento”. Com base nesse raciocínio, deve se desmistificar que esporte é coisa de menino e não de menina, para que haja mais interesse das mulheres por esportes .

Portanto, com o objetivo de amenizar a desigualdade de gêneros nos esportes, é necessário, de forma urgente, que o Tribunal de Contas da União destine recursos que, por intermédio do Ministério dos Esportes, serão aplicadas em projetos de desenvolvimento das mulheres nos esportes, por meio das escolas, com intuito de mais presença feminina nos esportes. Desse modo, os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.