A Violência Contra a Mulher
Enviada em 01/10/2025
O filme “A vigilante” retrata a trajetória de uma mulher que, após sofrer violência extrema por parte do marido, dedica-se a ajudar outras vítimas a se libertarem de seus agressores. Fora da ficção, esse revés faz parte da rotina de muitas mulheres brasileiras que são vítimas de relacionamentos abusivos. Isso acontece devido à falta de educação para relacionamentos saudáveis e causam sérios danos psicológicos às vítimas de violência doméstica.
Inicialmente, é importante ressaltar que a educação brasileira não prepara os jovens para vivenciarem relacionamentos baseados em respeito mútuo. Segundo a socióloga Heleieth Saffioti, “Quando não se educa para relações igualitárias, educa-se, ainda que de forma implícita, para a dominação.” Dessa forma, a ausência de uma formação igualitária perpetua a cultura machista e contribui para a naturalização da violência de gênero. Logo, percebe-se que a raiz de muitos relacionamentos abusivos está na forma como a sociedade ensina, ou deixa de ensinar, seus jovens a se relacionarem.
Ademais, a violência doméstica deixa marcas profundas em suas vítimas. Segundo a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, “O abuso emocional é capaz de corroer a autoestima e desencadear quadros de depressão e ansiedade tão graves quanto os provocados por violência física.” Diante disso, percebe-se que as consequências ultrapassam o âmbito físico, atingindo também a saúde mental e comprometendo a dignidade e a qualidade de vida das pessoas que sofrem esse tipo de violência.
Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para que haja a eliminação de casos de relacionamentos abusivos no Brasil. Para isso, cabe ao Governo Federal, através do Ministério da Educação e Cultura (MEC) . promotor da educação em todo o país, incluir na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a disciplina Educação Socioemocional para que nossos jovens aprendam desde cedo sobre a importância de vivenciarem relacionamentos baseados em respeito mútuo. Assim, casos de violência doméstica como foi abordado no filme “A vigilante” não farão mais parte da realidade da sociedade brasileira.