A Violência Contra a Mulher

Enviada em 24/03/2026

Na obra “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro, analisa-se a formação social do Brasil como marcada por desigualdades, o que contribui para a manutenção de relações hierárquicas de gênero. Nesse contexto, a persistência da violência contra a mulher evidencia os desafios no combate a essa problemática, destacando-se a morte simbólica feminina e a cultura machista como fatores que a intensificam.

Sob esse viés, o silenciamento das mulheres promove uma morte simbólica feminina, dificultando o enfrentamento da violência de gênero no Brasil. Por esse ângulo, na música “Geni e o Zepelim”, de Chico Buarque, a personagem é constantemente utilizada e desprezada pela sociedade, o que evidencia a naturalização da violência simbólica e contribui para a perpetuação de agressões físicas e psicológicas. À luz dessa lógica, a ineficácia na garantia dos direitos das mulheres agrava esse cenário; a título de exemplo, destaca-se o caso do goleiro Bruno, no qual o Estado falhou em assegurar a devida proteção à vítima. Dessa forma, esse contexto contribui para a continuidade da violência contra a mulher.

Outrossim, a persistência da cultura machista no Brasil sustenta a violência de gênero. Nesse sentido, a música “Triste, Louca ou Má”, do grupo Francisco, el Hombre, critica os padrões impostos às mulheres e evidencia a restrição de sua liberdade. Ademais, a disseminação de movimentos misóginos na internet, como o chamado “redpill”, reforça a inferiorização feminina e legitima comportamentos discriminatórios. Dessa forma, esse cenário favorece a continuidade de comportamentos abusivos, dificultando o combate à violência contra a mulher.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para mitigar essa problemática. Nesse sentido, cabe ao Ministério das Mulheres, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, promover campanhas educativas de combate à violência contra a mulher, por meio de palestras e programas educativos em escolas e empresas, com a participação de psicólogos e assistentes sociais, a fim de conscientizar estudantes e trabalhadores acerca das consequências da morte simbólica feminina e da cultura machista na sociedade brasileira.