A Violência Contra a Mulher
Enviada em 08/09/2019
Do ponto de vista histórico,no Brasil,a violência contra a mulher foi construída a partir do modelo de colonização instalado.No livro Casa Grande e Senzala de Gilberto Freyre,a narrativa construída em torno das relações entre escravos e senhores é de perfeita harmonia e de cultura machista, visto que as subordinadas viviam situações de castigos extremos e estupro.Não obstante, a sociedade do séc.XXi,vem sofrendo as consequências desse retrocesso,chegando a niveis alarmantes,como o generocídio.
Primordialmente,no período do Brasil colônia, as escravas eram destinadas aos afazeres domésticos e prazeres de seu dono.Além disso,ao desobedecê-lo ou agir de forma imprudente, acabavam sendo castigadas com agressões físicas e psicológicas.Hodiernamente,este cenário tornou-se ainda mais comum,pois as mulheres,assim como no livro,são vistas como objetos por uma parcela de homens machistas que agridem suas esposas e espalham terror e medo em suas vidas,coagindo-as a se calar ao invés de pedir ajuda.
Outrossim,movimentos sociais surgem para o combate à problemática do generocídio feminino.Como exemplo,a rashtag #MeToo ganhou grande repercussão a nível internacional,pois foi uma forma de denúncia contra o assédio e as agressões vivenciadas por atrizes de Hollywood contra seus parceiros de trabalho. Evidencia-se, dessa forma, a importância da coragem dessas mulheres para expor seus agressores,ação essencial para diminuir os índices generocídio, sobretudo, feminino.
Dados os argumentos acima, conclui-se que medidas devem ser reforçadas na lutar pelo fim da violência contra a mulher. É imprescindível que o governo torne as leis já existentes mais rigorosas, como a Lei Maria da Penha, a fim de punir devidamente homens violentos, e no caso do feminicídio, o crime deve ser inafiançável, para que desta forma os infratores não saiam sem pagar pelas consequências de seus atos. Por conseguinte, mídia e escolas promovendo campanhas e palestras com psicólogos abordando a questão do combate à violência física e psicológica possam aliciar mães,estudantes e família a tratar do trauma sofrido, encorajando-as a denunciar e buscar ajuda de especialistas. Por fim, a população feminina ter coragem para delatar seu agressor, independente de quem seja, para que haja punição do indivíduo e as vítimas finalmente fiquem afastadas de serem violadas novamente pela mesma pessoa.