A Violência Contra a Mulher
Enviada em 30/09/2019
“O importante não é viver, mas viver bem” segundo Platão a qualidade de vida tem tamanha importância, de modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, atos violentos contra as mulheres afasta o Brasil diante desse pensamento. Com isso, não só fatores como a falta de propagação midiática, bem como a negligência governamental colaboram para a situação atual.
Convém ressaltar, a princípio, a escassez midiática como fator determinante para continuação da problemática. Conforme o filósofo grego Aristóteles, na obra “Ética de Nicômaco”, as carências acarretam mazelas sociais. Logo, percebe-se que essa filosofia se encontra presente no núcleo brasileiro, visto que a ausência de notícias que expõem dados e estatísticas sobre a temática, podem acarretar na permanência do impasse, pois quanto menos pessoas souberem sobre os altos índices de violência contra as mulheres, menos cidadãos em prol ao combate desse ato existirá. De fato, a carência informacional é um grande problema ainda mais no Brasil que está em seu desenvolvimento.
Além disso, outra dificuldade é a questão da inobservância estatal. Segundo o filósofo Stuart Mill, no livro “Utilitarismo”, a mais honrosa das ocupações é fazer o que é certo. Porém, percebe-se na esfera brasileira que os governos estaduais e municipais fazem o oposto do preconizado pelo o utilitarista, uma vez que há insuficiência nas leis que visam a proteção da brasileiras. Indubitavelmente, enquanto esse descaso permanecer, o índice de vítimas será cada vez maior.
Portanto, medidas são necessárias para resolução do problema. Então, cabe ao Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos (MDH) juntamente com a grande Mídia, desenvolva palestras e campanhas, de modo que sejam transmitidas em canais abertos e permita o acompanhamento em lugares públicos, com o objetivo de sanar quaisquer dúvidas relacionada à temática, pois ações culturais coletivas têm grande papel transformador para um país. Além de que, é dever do Estado zelar pelo o bem-estar da mulher, por meio de formulações de novas leis, com efeito de diminuir as atitudes de ódio contra as brasileiras, uma vez que estruturas aptas terão melhor posicionamento frente a esses crimes relacionados ao gênero. Consequentemente, o Brasil poderia viver mais próximo da realidade vivida por Platão.