A Violência Contra a Mulher
Enviada em 18/11/2019
Dráuzio Varella, médico renomado, caracteriza a violência como uma doença: que atinge todas as esferas sociais. Em vista disso, debatem-se a respeito das problemáticas presentes em nossa sociedade, que colaboram com a violência contra a mulher: a ineficácia das leis vigentes e o patriarcalismo da educação.
Primeiramente, é necessário compreender, que apesar de possuir uma ampla legislação nas questões femininas, a mesma é ineficiente. A Lei Maria da Penha foi criada em defesa das mulheres, porém, é falha; já que, mesmo após 30 anos de sua criação, casos como o de Elisa Samudio, esquartejada e morta, compõe apenas números, e continuam sem as devidas punições de seus agressores. Dessa forma, discorda-se de Thomas Jefferson, que afirma: “Antes de criarmos novas leis, devemos garantir a aplicação das existentes”.
Outra divergência existente é a educação voltada para um modelo patriarcal. O movimento feminista luta pela igualdade de gêneros; entretanto, não é possível tornar uma sociedade igualitária se ela ainda superioriza o homem em detrimento à mulher. Logo, mesmo conquistando o mercado de trabalho, a brasileira precisa também, exercer as funções de mãe e dona de casa; o que a impede de ser bem sucedida na profissão. Assim, a figura feminina perpetua pela sociedade como frágil e incapaz de exercer poder junto à masculina; o que continua a favorecer o sexo masculino.
Destarte, infere-se a necessidade de promover ações sociais que empoderem a mulher no país. O governo federal pode fortalecer o Ministério da Justiça, para que ocorra o fim da morosidade nos julgamentos, além de garantir a efetividade das punições. Também pode veicular, através das mídias e escolas, campanhas que mostrem para a população, que uma sociedade igualitária é aquela, que, através da educação, promove a igualdade de gêneros e retira a violência entre eles. Pois, como afirma Immanuel Kant: “O ser humano é aquilo que a educação faz dele.”