A Violência Contra a Mulher

Enviada em 09/02/2020

É  indubitável que a figura da mulher é alvo de agressões físicas e psicológicas. Em 2012, o Mapa da violência demonstrou que nas últimas décadas, entre 1980 e 2010, casos de violência contra a figura feminina aumentou em 230%. Frente a fatores ideológicos e escassez de ações governamentais a problemática instala-se, sendo necessária a tomada de medidas que solucionem o impasse.

A violência contra a mulher ocorre por diversos fatores, entre eles ideologias culturalmente enraizadas, como o patriarcalismo, uma vez que ocorre a predominância de homens como atores das agressões. Parafraseando Cury, violência gera violência, destarte, de modo determinista, comportamentos contemporâneos  recebem influência de tal postura, tornando-se cada vez mais persistentes e tendentes a  permanência.

Segundo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Nesse âmbito, torna-se visível que o deficitário sistema educacional e judiciário contribui para a persistência do impasse. Outrossim, a formação de indivíduos com ausência de princípios e valores, ou medidas de caráter paliativo ou lento, como prisões rápidas, dão lugar a impunidade, uma vez que a reincidência é uma circunstância predominante no Brasil.

Portanto, nota-se que a violência deve ser um problema solucionado. É dever do STF ( supremo tribunal de justiça) a criação de uma lei de pena miníma, sem direito a fiança, aplicada a agressores, possibilitando que nenhum caso de violência passe impune. Além disso, torna-se essencial que o CFP ( conselho federal de psicologia ) crie um programa de reabilitação, na qual cada agressor tenha que obrigatoriamente participar, diminuindo assim os índices de reincidência no país. Recomenda-se também, que o MEC (ministério da educação)  aplique palestras sobre violência nas unidades educacionais, permitindo que os alunos saibam das consequência de tais atos, possibilitando, assim, um futuro livre do patriarcalismo, pois, como dizia o filósofo Epiteto, só a educação liberta.