A Violência Contra a Mulher
Enviada em 09/03/2020
Segundo dados da OMS, o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial quando o assunto é a violência contra mulheres. Estima-se que 80% desses crimes são causados pelos seus cônjuges ou namorados. Diante desse cenário, existe uma necessidade latente de atitudes mais acertivas a serem desempenhadas pelo Estado; a educação e o estímulo a denúncia do agressor e os movimentos sociais vêm como papéis importantes na ajuda da conscientização do problema.
O feminicídio e a lei Maria da Penha são respostas do Estado frente a violência contra a mulher. As políticas públicas são necessárias no combate a esse tipo de crime. Há poucos anos, o governo busca maior eficiência no levantamento e análise desses números. Segundo El País, o aumento de crimes envolvendo vítimas mulheres até então, eram levantados como outros tipos de crimes e, só a partir de meados de 2018, são enumerados como crimes de feminicídio. As leis por sua vez, já são majoradas, mas, precisam ser praticadas com maior vigor contra os seus infratores.
A educação vem como um dos fatores importantes no combate a esse cenário. Os pais, escolas e educadores devem levar às salas de aula o debate sobre o tema e a questão do respeito ao próximo independente de raça, cor, gênero, credo. Já a religião, deve-se pautar até onde vai a tolerância ou intolerância dos seus fiéis, pois, a educação baseada na submissão do gênero vem como um atraso e trás prejuízo para toda a sociedade, mascarando uma situação alarmante que é vivida em muitos lares brasileiros em prol da “fé”.
O movimento social diante desse contexto, é um fator relevante no combate ao crime contra a mulher. O movimento feminista que prega a igualdade de gênero, vem como uma alternativa de conscientização e o papel igualitário da mulher: a estudante, profissional, provedora, a esposa e todos os papéis sociais que também são desempenhados pelo sexo masculino. Não há dúvida que o machismo vem enraizado na cultura brasileira, onde em muitos casos os homens se sentem “donos” das mulheres querendo controlá-la de toda e qualquer forma. Assim, o incentivo e a importância da denúncia devem ser estimulados, as vítimas precisam ser amparadas, pois, muitas vezes sentem medo de denunciar o agressor, seja por questões familiares, dependência financeira, pelos filhos ou pelos julgamentos da própria sociedade.
Diante disso, existe uma necessidade no combate ao crime de gênero. As mulheres são vítimas a todo momento, são tratadas com inferioridade e sempre precisam demonstrar a sua capacidade para serem aceitas com paridade dentro da sociedade. A mudança tem que vim das leis mais severas, da sociedade e de algo muito maior: a cultura.