A Violência Contra a Mulher
Enviada em 06/04/2020
No filme O Homem invisível, de 2020, a personagem principal Cecilia, sofria violência física e psicológica do marido. Fora da fixação, o cenário não é diferente haja vista que, a quantidade de casos registrados de violência contra a mulher vem aumentado a cada ano. Nessa esfera, faz-se necessário que tenha-se uma atenção especial no combate a esta alarvaria contra a figura feminina.
Em primeiro lugar, é preciso entender que o machismo está presente, desde o princípio da história, em nossa sociedade, onde, a mulher é sempre colocada em situação de submissão, subordinação e obediência ao homem. Tal fato, cria uma relação de poder da figura masculina sobre a feminina que é repassada de geração para geração formando uma cultura de dominação sobre a mulher. De acordo com a escritora Simone de Beauvoir, a mulher é sempre vista como fêmea, indicando uma objetificação do corpo da feminino perante a sociedade. Em uma pesquisa recente, realizada pelos Instituto Patrícia Galvão e Instituto Data Popular, 58% entendem que a mulher é representada como objeto sexual em propagandas de TV na venda de produtos. Esta situação acentua ainda mais a cultura do estupro normalizando a idealização disparate de que a mulher é objeto de prazer do homem,e, ligado a ideia de posse masculina sobre a mulher, têm como consequência a violência sexual da mesma.
Diante dessa imagem da figura feminina, vê-se que, há uma romantização da violência contra a mulher em expressões artísticas como a música. Um exemplo é a canção “Pagode” de Tião Carreiro e Pardinho que diz “Comprei açúcar comprei canela comprei / Um chicote que é pra bater nela” remetendo-se a agressão física. Atrelado a essa influência artística, vemos uma grande dificuldade em criação de politicas públicas voltadas ao combate desse tipo de violência, já que, 85% do parlamento brasileiro é composto por homens, segundo o levantamento feito pela União Interparlamentar. A ausência da figura feminina nesses espaços faz com que as demandas específicas das mulheres sejam debatidas por quem não tem conhecimento do assunto.
Torna-se evidente, portanto, que a cultura machista tem ligação direta com a violência contra a mulher e esta, vem sendo reforçada popularmente no meio artístico. Cabe ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos a promoção da inclusão de mulheres no parlamento por meio de propagandas para que assim, tenha uma maior participação feminina na decisão de políticas que visam promover a segurança das mesmas. A sociedade deve agir, repudiando todas e quaisquer expressões que reiterem violência contra a mulher e objetificação da mesma, deixando de consumir tudo que remeta a essas situações. Assim sendo, criará uma atenção especial a este tipo de crime, mostrando a todas as mulheres que a voz delas está sendo ouvida e que seus direitos estão sendo respeitados.