A Violência Contra a Mulher
Enviada em 20/04/2020
Desde as civilizações gregas a mulher é vista de forma diminuta, onde ela não era nem mesmo considerada cidadã, não tendo direito de votar ou exercer outros direitos cidadãos. Desde então as mulheres vinham lutando por seus direitos e lugar na sociedade; direitos tais, como, o de votar e de terem direitos iguais ao dos homens, embora já conquistados mas não em sua plenitude. Apesar de toda evolução social e conquistas das mulheres a violência ainda perdura nos dias atuais.
A lei Maria da Penha foi criada em 2006, após um caso de violência que se tornou conhecido, a mulher que deu nome a lei foi baleada pelo companheiro deixando-a paraplégica, ela sofreu agressões durante os 23 anos em que foi casada, no qual sofreu duas tentativas de assassinato. A violência se manifesta de diversas formas, sendo física, sexual, psicológica, moral e patrimonial.
Os agressores possuem várias faces, podendo ser um marido, um pai, irmão ou até mesmo um desconhecido. Um exemplo recorrente no Brasil é a violência praticada pelo companheiro da vítima, muitas vezes ela sofre durante anos, e em alguns casos, sem que ninguém saiba. Além da mulher, seus filhos também são afetados; crianças que crescem em um lar violento têm maiores tendencias a se tornar um adulto violento, perpetuando assim esse ciclo de agressões.
Vivemos em uma sociedade que se formou sobre séculos de violência, essa tem sido uma herança passada desde os primórdios das civilizações. Essa brutalidade tem sido mantida por muito tempo, em que se tornou normal as mulheres ao caminharem temerem ser agredidas a qualquer momento, essa realidade tem sido romantizada por meio de filmes e jogos que aliados ao ambiente torna maior a suscetibilidade. Isso se tornou tão comum que se popularizou o ditado “Em briga de marido e mulher, não se mete a colher”, que tenta justificar a omissão quanto ao atos violentos presenciados pelas pessoas.
A violência crescente contra a mulher acontece há muito tempo mostrando-se como uma consequência de uma sociedade violenta. Quando denunciada, a ação da polícia é tardia e pouco efetiva, esta tem como dever oferecer proteção à vítima e executar as medidas cabíveis quanto ao agressor, assim evitando que a violência continue. É necessário também que a escola promova projetos para conscientizar os alunos em como agir nesse tipo de situação e incentivá-los a não perpetuar atos desta natureza. Além dessas medidas é fundamental a união das mulheres para combater qualquer tipo de violência, oferecendo apoio mostrando que elas não estão sozinhas e que alguém, provavelmente, já passou pela mesma situação.