A Violência Contra a Mulher
Enviada em 23/04/2020
A violência contra a mulher é um dos principais problemas presentes na sociedade. O número de casos têm aumentado frequentemente na última década. Isso se deve à ideologia de superioridade do gênero masculino sobre o gênero feminino implantada nas famílias.
De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes devido a essa prática de agressão aumentou em 230% entre 1980 e 2010. E 7 a cada 10 mulheres que entram em contato com o Ligue 180 afirmam ter sido violentadas por seus companheiros. Na maioria das vezes, a mulher aceita essa situação para evitar uma separação e também por medo de sofrer mais ainda nas mãos de seu parceiro.
Com o intuito de proteger a mulher da violência doméstica e familiar, criou-se em 2006 a lei Maria da Penha. A lei recebe esse nome devido à luta da farmacêutica Maria da Penha para ver seu agressor condenado. Seu caso só foi solucionado em 2002 quando o Estado brasileiro foi condenado por omissão e negligência pela Corte Interamericanas de Direitos Humanos. Sua história comoveu todo o Brasil e foi identificada por milhares de mulheres que também sofriam assim como Maria da Penha.
Na sociedade atual, desde pequenas as meninas são ensinadas a ser submissas ao posicionamento masculino e os meninos são ensinados a arcar com as responsabilidades e mandarem em tudo. Esses ensinamentos contribuem para futuramente ocorrer práticas de violência contra a mulher. Isso gera problemas psicológicos, sociais e até traumas na vida da pessoa.
Para prevenir essas agressões sofridas pelas mulheres deve-se incentivá-las a dizerem não, a praticarem o diálogo e a levantarem as suas vozes, realizando mais manifestações incentivando as pessoas a protegerem as mulheres contra a violência. Outra forma de combater esse problema seria aderir uma punição maior em forma de lei à quem cometer o crime de violência feminina, conscientizando o agressor de suas consequências.