A Violência Contra a Mulher

Enviada em 30/04/2020

“Lar, amargo lar”

A casa é um espaço seguro nessa pandemia da Covid-19, mas não para todos. Neste momento de crise, a violência contra a mulher se intensificou. Violência essa, motivada pela cultura patriarcal machista instaurada na sociedade. Desse modo, essa bestialidade deve ser analisada e combatida.

De início, é importante considerar que para a maioria das mulheres, isolamento social não é um sonho ou meta de vida, de ficar em suas residências vendo filmes e comendo besteiras com o seu companheiro, mas sim, um pesadelo, em que elas são obrigadas à ficarem em casa, tendo contato direto e ininterrupto, com o agressor. Com isso, em apenas um mês de isolamento social, segundo o site Rede Brasil, os flagrantes de violência contra à mulher aumentaram em 56% e o número de medidas protetivas subiu 24%. Assim, deve ser investigado o motivo desse aumento.

Em seguida, nota-se que o motivo pela qual a violência acontece, está atrelado diretamente à cultura machista e patriarcal, historicamente lecionada no país. Tarefas de casa, cuidar dos filhos e dar atenção ao marido, são os “direitos e deveres da mulher” nesse pensamento. Devido à isso, o homem se vê com o direito de “educar” a sua esposa, por meio de agressões físicas ou mentais, caso ela não cumprisse algum desses papéis, criando uma situação amarga para a mulher, que vive neste relacionamento tóxico.

Nesse sentido, medidas devem ser tomadas, a fim de interromper imediatamente com essa situação. No dia 5 de abril, a França disponibilizou quartos de hotéis, para mulheres que sofrerem com agressões verbais ou físicas, em suas respectivas casas. Dessa maneira, adotar essa medida, nos hotéis brasileiros, ademais do ensinamento à crianças de ensino primário e fundamental à respeitarem as mulheres, através de cartilhas e palestras, podem resultar no fim da violência contra a mulher, não só em tempos de quarentena, mas sim, para toda a continuidade.