A Violência Contra a Mulher
Enviada em 08/05/2020
No livro " A Política", escrito por Aristóteles, “O homem tem sobre a mulher uma superioridade natural, homem é destinado ao comando e a mulher a ser comandada”. Sob esse viés, fica nítido que as mulheres desde a Antiguidade eram vistas como inferiores sem nenhuma autonomia, tal quadro é refletido na violência que inúmeras mulheres sofrem constantemente. Esse cenário deriva não só do Patriarcalismo, mas também da ineficâcia de leis.
A priori, é fulcral pontuar que a violência contra a mulher deriva da valorização da figura masculina no corpo social. Herdado da Europa, os homens eram considerados os agentes mais importantes da alta sociedade. Por essa pespectiva, evidência que durante muitos anos as mulheres foram ensinadas que deveriam ser submissas aos homens, esse marco ainda permance incessantemente. De acordo com o levantamento do instituto Datafolha 24,4% das mulheres sofrem agressões e não denunciam. Logo, as vítimas sentem um forte medo, por acharem que dependem dos agressõres acabam optando por não denunciarem.
Ademais, vale ressaltar a inaplicabilidade das leis como perpetuador do problema. Apesar de ter sido sensata e entrado em vigor, a Lei Maria da Penha apresenta falhas o que agrava ainda mais o quadro. O Estado não disponibiliza lugares adequados para abrigar as vítimas que correm risco de vida, e ainda possui uma imensa demora para que as medidas efitivas sejam emitidas.
Portanto, medidas são necessárias para resolver tal impasse. Com o intuito de mitigar as agressões contra as mulheres, urge que o Estado, como promotor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério da Justiça reverta essa verba em construção de abrigos por meio de projetos socias, para acolher mulheres que se sentem ameaçadas, a fim de garantir que elas estarão seguras. É mister o Ministério da Educação juntamente com professores ensinarem as crianças desde cedo que todos tem direitos iguais, a fim de quebrar o ciclo do Patriarcalismo.
No livro “Dom Casmurro”, escrita por Machado de Assis, apresenta somente a visão de um personagem ( o narrador Bentinho) o que gera a falta de voz da personagem Capitu ( que é mulher). Fora da ficção, esse quadro se faz presente na vida de milhares de mulheres brasileiras, que tem suas vozes ocultadas por homens. Esse cenário deriva não só da negligência gorvenamental, mas também do Patriarcalismo.