A Violência Contra a Mulher

Enviada em 01/06/2020

Em 1932, as brasileiras conquistaram o direito ao voto, dentro da onda de sufrágio feminino que ocorria no século XIX e início do século XX. A luta por direitos ainda se faz necessária, até em questões que envolvem princípios básicos como a integridade física e psicológica. A violência contra a mulher é uma delas, realidade que deriva de uma cultura patriarcal, estrutura que entrega o poder aos homens. Tal construção social, durante anos, gerou a ideia de que mulheres estão alguns níveis abaixo na sociedade. Isso leva a persistência, apesar de leis, das agressões vividas por milhares de mulheres, dentro e/ou fora de casa.

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente uma proporção a respeito da problemática. Segundo O Globo, Sociedade, só no ano de 2018, uma média de dezesseis milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência. Além disso, pesquisa feita pelo Fórum de Segurança Pública com o Instituto Data Folha revelou que uma a cada quatro mulheres sofrem agressão. Posto isso, nota-se que, na prática, apesar das conquistas já alcançadas ao decorrer de décadas, a mulher continua sendo alvo de violência dos mais diversos tipos.

Ademais, muitas leis foram desenvolvidas, bem como ferramentas de denúncia. A lei Maria da Penha é uma das mais conhecidas, em vigor desde 2006; em 2009 foi estabelecida também a punição para crimes de cunho sexual. Ainda, existe o número 180 para denúncias de qualquer violência contra a mulher. Entretanto, os dados não demonstram mudanças significativas, revelando a ineficácia da aplicação da lei, bem como o comportamento inaceitável por parte de cidadãos que não conseguem entender a igualdade e nem cumprir com o dever de apresentar o devido respeito a todo e qualquer ser humano, independentemente do seu sexo.

Destarte, para que haja o fim da violência contra a mulher, preservando sua integridade, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve investir na divulgação de informações a respeito da problemática, por meio de redes sociais, televisão e os demais canais de comunicação em massa - e o número 180 para denúncias deve ser sempre compartilhado, contando com a devida estrutura para atendimento rápido e eficaz. Além disso, encontros devem ser realizados a cada três meses, por estado, com profissionais do direito e da psicologia para palestras e discussões a respeito da questão, recebendo mulheres que passam ou não pela situação para que todas sejam conscientizadas e instruídas a como devem reagir. Desse modo, mais uma conquista será alcançada.