A Violência Contra a Mulher
Enviada em 25/05/2020
A luta pela igualdade de gênero iniciou-se com a Primeira Onda Feminista se estendendo até os dias atuais.Entretanto, um século não foi suficiente para combater a violência imposta as mulheres. Por consequência da ineficiência de políticas públicas e o machismo persistente na sociedade, o feminicídio tornou-se crescente no Brasil no mundo.
Diante desse cenário, no Brasil é registrado um caso de feminicídio a cada sete horas de acordo com a pesquisa realizada pelo site G1. Outrossim,os diversos tipos de violência,física,psicológica,sexual, patrimonial ou moral, repercutem em denúncias. Dessa forma, ainda que ocorra o pedido de medidas restritivas contra os agressores,a ausência de monitoramento por parte dos órgãos responsáveis sujeitam as vítimas a futuras regressões. Tal como no caso do goleiro Bruno, Eliza havia registrado queixa de agressão no ano anterior ao seu desaparecimento e morte.
A violência contra mulher é um pilar do poder patriarcal. Destarte, a misoginia e o machismo sequenciam atos depreciativos as mulheres interferindo em suas falas,atitudes e decisões. Dessa forma, se tratando de agressões, salientando as de cunho sexual, as vítimas são desencorajadas e culpabilizadas a respeito da incriminação de seus agressores. Além disso, a conformidade quanto a ineficiência da responsabilização dos infratores é amplamente propagada na sociedade. Esse fator é evidenciado no caso Mariana Ferrer, abusada sexualmente em 2018, onde o réu encontra-se livre.
Dado o exposto,compete ao Núcleo de Proteção à Mulher garantir a segurança e qualidade de vida as vítimas de violência por meio da fiscalização e acompanhamento dos casos registrados. Ademais ,cabe aos governos municipais promoverem campanhas e palestras feministas aos jovens ,mediante o ambiente escolar, desconstruindo o machismo estruturado na coletividade.