A Violência Contra a Mulher

Enviada em 20/08/2020

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Todavia, a questão da violência contra a mulher contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de discriminação constante. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: a falta de diálogo e a insuficiência legislativa.

Deve-se pontuar de início, que a falta de diálogo configura-se como um grave empecilho no que diz respeito a violência contra a mulher. Segundo Nelson Mandela “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Logo, para que um problema como o da violência contra a mulher seja resolvido, faz-se necessário debater no âmbito escolar. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debate-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da insuficiência legislativa. O filósofo John Locke defende que “As leis foram feitas para os homens e não para as leis.” Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, na questão violência contra a mulher, a legislação não tem sido suficiente para a resolução do problema.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre a violência no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções.