A Violência Contra a Mulher

Enviada em 31/08/2020

A atual Constituição Federal Brasileira defende a igualdade e o respeito entre todos os cidadãos, independente do gênero. No entanto, segundo o Conselho Nacional de Justiça(CNJ), em 2019 ocorreram mais de 1 milhão de casos de violência contra a mulher no ambiente doméstico, evidenciando que os direitos constitucionais não são respeitados. Existem inúmeros fatores que influenciam esses acontecimentos, sendo o principal deles a ideologia histórica de que as mulheres são inferiores aos homens. Este tipo de violência é preocupante e precisa ser combatida na sociedade, pois além de causar sofrimento físico e mental para a vítima, pode resultar em morte.

Primeiramente, convém lembrar que por muitos anos os direitos femininos, como voto, emprego e participação política, eram escassos. Isso porque a sociedade mundial se desenvolveu com ideias machistas e patriarcais, as quais defendem a superioridade masculina e a única capaz de trabalhar com competência e controlar a família. Mesmo que estas ideias preconceituosas tenham reduzido com o passar dos anos, ainda existem lares em que a figura masculina se sobressai sobre a feminina. Com isso, índices de violência doméstica, tanto física quanto psicológica, motivadas pela diferença de gênero ou pelo crescimento da mulher no âmbito profissional ou econômico, crescem grandemente.

Ademais, entre as consequências deste tipo de agressão se encontram o trauma mental, o medo, perda de qualidade de vida, lesões corporais e infelizmente, até a morte. De acordo com os dados do CNJ, do um milhão de casos de violência doméstica, cerca de mil estavam relacionados com feminicídio. Contudo, visando acabar com esta situação e seus danos, em 2006, sancionou-se a Lei Maria da Penha, que busca punir os infratores e garantir o bem-estar das mulheres.Mas ela só consegue cumprir esse papel com o auxílio das denúncias, que ainda precisam melhorar, uma vez que na maioria dos casos, devido ao medo,  as vítimas não buscam por ajuda.

Logo, medidas que incentivem as mulheres a exigirem seus direitos constitucionais e a não terem receio de denunciar devem ser tomadas. Para isso, a Polícia Federal e organizações não governamentais que lutam contra a violência doméstica devem desenvolver uma campanha que explicará detalhadamente sobre o assunto, trará dados e enfatizará a importância da denúncia. Ela será transmitida nas principais mídias sociais e em escolas e universidades, para que suas ideias alcancem o maior número de cidadãos. Assim, os objetivos da Lei Maria da Penha serão alcançados e o respeito  às mulheres receberá maior atenção.