A Violência Contra a Mulher
Enviada em 22/12/2020
Na distopia “The Handmaid’s Tale”, o governo totalitário de Gileard desvaloriza as mulheres colocando elas em um lugar de dependência total dos homens. Nesse contexto, elas são divididas em castas sociais, e os privilégios das castas superiores não as exclui de um sistema de violência física, sexual, patrimonial ou moral. Infelizmente a narrativa não se destoa da realidade, visto que a violência contra mulher persiste no Brasil. Esse cenário nefasto deve-se não só em razão da construção da masculinidade tradicional mas também pela objetificação da mulher.
Em uma primeira análise, a construção do esteriotipo masculino evidência a ideia de superioridade que alguns homens tem. Nesse viés, como disse o compositor Jhon Lenon, “A Insegurança e a Frustação levam o homem à violência e à guerra”. Sob esse aspecto, quando um agressor sente que sua superioridade foi contextada usa de violência para impor e demostrar o seu poder. Logo, enquanto o esteriotipo de masculinidade se mantiver o Brasil será obrigado a conviver com um dos seus maiores obstáculos para a segurança feminina: a violência contra a mulher
Ademais, a cultura de objetificação feminina perdura durante os séculos. Assim, segundo “o manual da boa esposa” da revista “Housekeeping Monthly” de 1950, a mulher tem um conjunto de obrigações com a sua casa, marido e filhos que ficam a frente do seu bem estar. Infelizmente esse pensamento, apesar de retrógrado, persiste até a atualidade, existe uma expectativa sobre o público feminino com um conjunto de regras e funções, que ficam a frente de suas vontandes, como um objeto que tem uma única encargo. Quando quebrada essa expectativa , a figura masculina teria a autoridade de “castiga-la”. Desta forma, enquanto as mulheres continuarem sendo vistas, não como individuos mas como objetos, a violência contra a mulher irá persistir.
Portanto, medidas são necessarias para alterar o atual cenario nefasto. Dessa maneira,urge que o Ministerio da familia, Mulher e dos Direitos Humanos, faça campanhas com palestras, propagandas e videos, por meio da TV aberta, internet e escolas, com a finalidade de compartilhar conteúdos sobre o direito da mulher. Dessarte, será possivel alterar a maneira como a sociedade enxerga a figura feminina. Somente assim o Brasil podera construir, enfim, uma sociedade livre justa e igualitaria.