A Violência Contra a Mulher

Enviada em 10/12/2020

O filme nigeriano “por uma vida melhor”, retrata de maneira explícita o tráfico e a prostituição de mulheres, ao longo da trama uma jornalista se disfarça de prostituta, afim de explanar para o mundo a realidade cruel vivenciada por muitas meninas na sociedade. Nesse sentido, longe das “telinhas”, a violência contra a mulher toma proporções ainda maiores, e ocorre em função de dois fatores: pela negligencia estatal e pela construção social baseada em um pilar de desigualdades de genêro. Por essa razão, é necessário discorrer sobre as causas e desdobramentos desse tema.

Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas publicas suficientemente efetivas para mitigar a questão da agressão contra o sexo feminino. Essa lógica é comprovada pela ineficácia, na maioria das vezes, da “lei maria da penha”, conquanto criada para defender todas as mulheres contra qualquer tipo de violência, seja ela física, psicológica, patrimonial, sexual ou moral, tal lei não tem sido aplicada de maneira coerente na sociedade, levando em consideração que muitos agressores não são punidos pela justiça. Nesse sentido, percebe-se que embora haja um regulamento específico para a proteção desse grupo social, não há eficiência enquanto ao seu cumprimento. Dessa forma, o poder público atua como agente perpetuador da brutalidade contra mulheres. Logo, é substancial que haja mudança nesse cenário negativo.

Outrossim, é imperativo pontuar que a violência contra á mulher está intrinsicamente ligada á uma construção social extremamente preconceituosa. Nesse prisma, convém citar Simone Beauvoir, uma figura feminina de suma importância na luta contra a opressão sofrida pelas mulheres, e para a escritora, os padrões de gênero não são biológicos, mas sim sociais.

Posto isso, o poder judiciário, deve fomentar fiscalização do órgão responsável pela efetivação da lei. Ademais a família como um elemento indispensável na construção de uma nova perspectiva sobre o papel da mulher na sociedade-deve adotar práticas que promovam o respeito a esse gênero