A Violência Contra a Mulher
Enviada em 11/04/2021
Violência contra a mulher: reflexo de uma sociedade machista em quarentena
Em pleno século XXI a mulher brasileira ainda sofre com a herança da sociedade machista, construída sobre as bases do patriarcalismo colonial. Na era digital e mesmo com medidas protetivas, como a Lei Maria da Penha, os números registrados de violência contra a mulher são assustadores.
Com a quarentena, devido ao isolamento para a proteção das pessoas contra o Covid-19, a hostilidade para com a mulher aumentou drasticamente se comparada com os últimos anos, esse acréscimo foi de cerca de 50% somente no Rio de Janeiro, porém o avanço aconteceu em todas as regiões brasileiras, segundo pesquisa do site O Globo.
A causa desse aumento se daria devido à origem da construção desigual do lugar das mulheres e dos homens na sociedade. A desigualdade de gênero é algo latente em todos os períodos da nossa história, onde as mulheres teriam o papel de cuidar da casa e das crianças e os homens deveriam protegê-las, demarcando assim que as mulheres seriam um pertence dos homens. Essa ideia acaba se intensificando na fase de isolamento social, onde as pessoas têm que conviver mais umas com as outras dentro de um recinto e muitas mulheres não identificam que estão passando por um relacionamento abusivo, como mostra o site Brasil Escola.
De acordo com o site Cepein, a Lei Maria da Penha, que seria o melhor recurso das mulheres, se mostra ineficaz por dois fatores, o medo da vítima, que faz com que ela omita a violência e não denuncie por viver amedrontada de que sua situação possa piorar e também a falta dos meios para a total execução da legislação específica, como por exemplo, os agressores quando submetidos à lei, tem que passar por tratamento para a reeducação no comportamento com as mulheres, só que não existem agentes psicossociais suficientes para os serviços.
Pode-se concluir então, que o governo deveria melhorar o poder da lesgilação que protege a mulher no quesito de fazê-las ter coragem para denunciar, criando campanhas em conjunto aos meios de comunição para acabar com a visão de um mundo machista e também iniciar mais aulas nas escolas que mostrem que as meninas devem ter os mesmos direitos que os meninos desde o início, gerando um futuro mais igualitário para todos.