A Violência Contra a Mulher
Enviada em 11/04/2021
A revolução sexual da década de sessenta promoveu avanços importantes na emancipação política da mulher frente à sociedade ocidental. Conquanto, ao se observar o número de casos de violência domestica aumentando no Brasil, é notório que esses avanços não tem sido considerado no país. Desse modo a persistência da violência contra a mulher, é prejudicial ao desenvolvimento da nação e ao bom convívio social
A priori, deve-se salientar que a ideologia do machismo favorece ações violentas. Esse fato é corroborado, quando se vê o aumento do número de crimes relacionado as mulheres, o que torna difícil o convívio familiar. De acordo com o Alto Comossariado das Nações Unidas pra os Direitos Humanos (ACNUDH), o Brasil ocupa o 5° lugar no ranking mundial de Feminicídio
Ademais, as leis que protegem a mulher, previstas na Constituição Federal, muitas vezes não são aplicadas de maneira efetiva. Embora tenha sido implantada a Lei Maria da Penha em 2006 e tipificando o feminicídio como crime hediondo, o número de assassinatos de mulheres no ultimo ano, segundo o IBDFAM, foram de 648 durante os seis primeiros meses. Além disso, por temor ao agressor, inacessibilidade de informação ou inexistência de delegacias especializadas, muitas mulheres vítimas não delatam, perpetuando, assim, os casos de impunidade a agressões
Torna-se evidente, portanto, que a permanência da violência contra o sexo femenino atrapalha o desenvolvimento da gestão de igualdade entre os gêneros e prejudica o convívio social pacífico do país. Dessa forma o Governo Federal deve promulgar leis que punam crimes contra a mulher, por meio de processos eletrônicos, com o intuito de otimizar o sistema judiciário. Somando a isso, a Polícia Civil deve ampliar o número de delegacias de apoio à mulher para facilitar o acesso as autoridades governamentais, além da implementação de novos portais de denuncias anônimas, afim de diminuir o medo à crimes desse gênero na sociedade