A Violência Contra a Mulher
Enviada em 13/04/2021
Violência contra a Mulher
De acordo com o Mapa da Violência, a violência contra a mulher aumentou 230% entre 1980 e 2010. Esse é um número expressivo, o que significa que o problema é muito comum no Brasil. Esta situação de atrocidade contínua decorre da disseminação de ideias sexistas, que exacerbaram as desvantagens das mulheres entre os homens e a punição lenta e ineficaz do governo.
Na sociedade brasileira, o estigma do machismo ainda existe. Isso porque a ideologia da superioridade masculina em detrimento da mulher se reflete no cotidiano dos brasileiros, seja por meio da mídia, das redes sociais ou do próprio ambiente familiar. Nessa perspectiva, a disseminação desse tipo de visão, além de permitir que a violência na sociedade persista e aumente a incidência da violência, também permite que o machismo se espalhe como um comportamento aceitável.
Além disso, falta uma rede abrangente de serviços de saúde, justiça e apoio psicossocial que atenda a todas as necessidades das mulheres em termos de abusos. A “Lei Maria da Penha” implementada em 2006 sem dúvida ajudou no direito da mulher, mas seus efeitos foram insatisfatórios. Segundo dados do Conselho de Segurança Nacional, entre 2006 e 2011, foram ouvidos apenas 33,4% dos processos judiciais. Por isso, muitas vítimas têm medo de denunciar seus agressores, por outro lado, ao ver a ineficiência da aplicação da lei, os criminosos podem continuar a torturar.
Por tudo isso, é preciso tomar medidas para inviabilizar a continuidade da violência contra as mulheres. Para tanto, é imperativo que escolas, ONGs e associações de pais e professores promovam a discussão, utilizando de tópicos relevantes em disciplinas como filosofia e sociologia. Fora isso, o governo, como executor de política pública, deve ampliar a instalação de abrigos e fornecer efetivamente segurança para as vítimas.