A Violência Contra a Mulher
Enviada em 15/04/2021
“Frágeis usam a violência e os fortes as ideias”. A frase do psicólogo Augusto Cury alude ao contexto de violência contra a mulher, tema muito corriqueiro na contemporaneidade, mantendo-se presente devido à fragilidade mental masculina e ao medo feminino de denunciar um tipo de agressão vivenciada.
Em primeiro plano, é necessário levar em consideração que a fraqueza psicológica masculina é proveniente de um patriarcado histórico. Diante disso, torna-se evidente que o indivíduo masculino ao perceber que a mulher não precisa dele para conseguir realizar suas atividades ou se ascender no trabalho, como era em séculos anteriores, intervém de modo agressivo por não saber lidar com sua impotência.
Ademais, é notória a existência do receio por parte da vítima de relatar o ocorrido. Desse modo, por mais que os índices atuais de denúncias mantenham-se elevadas, ainda perduram inúmeros casos desconhecidos, pois mesmo com legislações amplamente divulgadas como a Lei Maria da Penha, as ameaças realizadas contra as mulheres, muitas vezes, impedem-nas de procurar ajuda.
Em síntese, conclui-se que o rompimento ao patriarcado, agregado ao temor da denúncia por conta das ameaças vivenciadas, agravam o quadro de violência contra a mulher. Portanto, é necessário que o Ministério da Mulher, juntamente com o Governo Federal, atue por meio de campanhas e debates, de modo com que estabeleça-se uma maior proximidade e confiança com as mulheres, trazendo o amplo debate do tema, com finalidade de combater a violência contra a mulher no Brasil.