A Violência Contra a Mulher

Enviada em 09/05/2021

Violência física, psicológica e doméstica são alguns dos problemas enfrentados pelas brasileiras. Essas mazelas contra a mulher é um impasse da sociedade brasileira, sendo decorrente, em grande medida, pela falta da real aplicabilidade das Leis voltadas a essa minoria. Além de uma naturalização de ações de descriminalização, que é consequência do machismo estrutural presente na nação.

Primeiramente, é importante destacar que grande parte das denúncias de violências contra a mulher não tem a devida punição, mesmo com a existência de Leis. Ademais, Segundo Rosmary Corrêa, titular da 1° delegacia da mulher, a maior parte dos casos de violência registrados contra essa minorias acabam por não ganhar os devidos tratamentos que a Lei estabelece. Portanto, é observado que apenas as criações de Leis não são suficientes para o amparo desse grupo. Como também a filósofa alemã Hanna Arendt apontou “quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-lo como errado”.

O machismo estrutural é resultado de uma sociedade patriarcal, na qual o Brasil está inserido, e reflete na forma em que casos que devem ter tratamento público são minimizados e recebe tratamentos privados. Por exemplo o ditado popular “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher’’, fica explícito o tratamento de uma causa pública como privada, em razão do machismo estrutural, que fornece meios que corroboram para a normalização da ação. Ademais sabe-se, segundo dados do data folha, que 66% dos brasileiros já presenciaram uma mulher sendo agredida física ou verbalmente, reafirmando o impasse da sociedade brasileira da violência a essa parcela da sociedade.

Destarte, para que a violência contra a mulher seja reduzida o poder executivo deve cria Leis que penalizem a não aplicabilidade da Lei voltadas a essa parcela, forçando assim que a Leis destinadas a essas minorias sejam de fato compridas. Desse modo, com a real punição prevista o agressor se sentirá intimidado, além de desnaturalizar a violência sofrida pelas mulheres, colaborando para a uma possível desconstrução do machismo estrutural no País.