A Violência Contra a Mulher
Enviada em 05/05/2021
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um ‘corpo biológico’, já que assim como tal, é composta por partes que interagem entre si. A partir dessa premissa, nota-se que, para o organismo funcionar, é necessário que todos os cidadãos tenham os mesmo direitos. Entretanto, no Brasil, isso não acontece e muitas mulheres sofrem violência todos os dias, em virtude, principalmente, de um passado patriarcal e da inoperância governamental. Desse modo, vale debater as causas e consequências dessa problemática.
Em primeira análise é válido pontuar que o passado patriarcal contribui para a violência contra a mulher. Nesse contexto, parafraseando o filósofo Aristóteles, os homens têm, por natureza, desejo de conhecer. Sob perspectiva adversa a essa, existem questões como os maus tratos as mulheres, resultado da falta de conhecimento da sociedade sobre os direitos a igualdade das mulheres. Nesse viés, muitas pessoas julgam correto tratar o sexo feminino de maneira desigual e desrespeitosa, as mulheres têm suas imagens difamadas e seus direitos negligenciados por conta de uma cultura preconceituosa, esse pensamento é passado de geração em geração. Posto isso, essas são alvo de torturas psicológicas e abusos sexuais em diversos locais, como em casa e no trabalho.
Outrossim, é necessário ressaltar que a inoperância governamental gera abusos contra o sexo feminino. Nesse sentido, segundo o Artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos ‘todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos’. Nessa perspectiva, a lentidão e a burocracia do sistema de punição colaboram com a permanência da agressão, os processos são demorados e as medidas acabam não sendo tomadas no devido momento. Assim muitos indivíduos ao verem essa ineficiência continuam violentando as mulheres.
Infere-se portanto, que o passado patriarcal e a inoperancia governamental causam a violência contra a mulher. Logo, é basilar que o Ministério da Educação promova campanhas educativas, por meio de propagandas nos aparelhos digitais, como rádio e televisão, sobre a importância da igualdade e dos direitos das mulheres, com a finalidade de combater os maus tratos contra o sexo feminino. Desse modo, todos os cidadãos terão os mesmos direitos.