A Violência Contra a Mulher
Enviada em 06/05/2021
Em sua obra “Ensaio sobre a cegueira”, o escritor José Saramago ressalta a responsabilidade de ter olhos quando todos perderam. Sob essa ótica, nota-se uma cegueira social, intrincada na sociedade, a qual impede indivíduos de enxergarem problemas, como a violência contra a mulher. Nesse sentido, essas agressões não possuem só apenas raízes históricas, mas também culturais.Dessa forma, são prementes discussões acerca dos impactos das posturas violentas contra as mulheres, em nome da preservação desse gênero .
A princípio, é fato que as questões históricas potencializam as posturas ofensivas contra pessoas do sexo feminimo. Nesse contexto, no século XVI, período da Idade Média, a desigualdade entre os gêneros era muito presente,visto que as mulheres eram obrigadas a obedecer seus maridos, que eram vistos como seus donos. Analogamente, na contemporaneidade, diversas brasileiras são vítimas de violência e tratadas como “objeto” , fato que está diretamente atrelado ao contexto histórico. Tal cenário, caracterizado pelo comportamento feudalista dos homens, mitiga a segurança do gênero feminino em todo o mundo, que, mesmo com as leis a favor, ainda tem medo de saírem nas ruas. Posto isso, os impactos desses problemas tornam-se inevitáveis, como lesões físicas e psicológicas. Outrossim, as razões culturais estão diretamente ligadas à agressividade contra as mulheres. Sob esse prisma, o psicanalista Antonio Quinet em sua obra “um olhar a mais”, defende que a sociedade é mediada pelo olhar. Sob essa ótica, é perceptível o olhar machista das pessoas do sexo masculino, os quais, não só praticam violências psicológicas, como também agridem fisicamente as pessoas do gênero feminino. Nessa perspectiva, em diversos casos de agressão, os homens utilizam bebidas alcoólicas e outras substâncias, o que acentua a taxa de violência contra esse gênero. Assim, surgem os desastres, os quais, quando não deixam vítimas fatais, promovem sequelas irreparáveis em toda a família, como graves disturbios psíquicos.
Infere-se, portanto, que contextos históricos e culturais acarretam na violência contra as mulheres. Logo, é basilar que o Ministério da Educação promova seminários, mediante palestras e “lives” nas redes sociais, sobre a importância de denunciar posturas agressivas contra as pessoas do gênero feminino, com detalhes de como realizar as denúncias, com o fito de preservar a saúde física e psicológica das famílias brasileiras. Desse modo, os brasileiros poderão curar-se da “cegueira social” metaforizada por Saramago.