A Violência Contra a Mulher

Enviada em 01/06/2021

No livro ´´Circuito do Feminicídio´´ a autora Eugênia Nogueira disserta sobre a Violência contra a mulher na sociedade contemporânea, suas causas e consequências. Em consonâcia com o livro, grande parte das mulheres em todo o mundo são vítimas de violência, seja ela doméstica ou no local de trabalho, verbal, emocional, ou física. Há diversos fatores que contribuem para a persistência de tal problemática no corpo social, como a desigualdade entre os gêneros e o descaso do governo em relação às mulheres.

Em primeiro plano, é possível inferir que a desigualdade entre os gêneros é um problema que permeia a humanidade desde o início dos tempos, o que garantiu uma sociedade patriarcal e machista em todo o mundo. Com o fortalecimento do movimento feminista -o qual se popularizou no Hemisfério Norte no século XX- e a eclosão da Grande Guerra, mulheres conquistaram o direito ao trabalho e ao voto em alguns países. Porém, a violência contra a mulher permanece, sendo revelada através de desigualdade salarial para um mesmo cargo, permanência de mulheres em trabalhos domésticos e reprodutivos, assédios, agressões físicas e feminicídios.

Sob outro prisma, o descaso de governantes em relação à violência contra a mulher é um fator crucial para a permanência deste problema, tendo em vista a ineficácia do Poder Judiciário. No Brasil, a Lei Maria da Penha tem como objetivo assegurar punições à agressores, porém, as mulheres não estão completamente seguras, tendo em vista que a lei não é aplicada com eficácia. Em 2010, a modelo Elisa Samúdio foi vítima de feminicídio pelo goleiro Bruno Fernandes, o qual não cumpriu sua pena e segue em liberdade, comprovando o descuido da justiça no que concerne à violência contra a mulher. Segundo Daniela Moraes Brum, autora do livro ´´Feminismo pra quem?´´, é dever do estado garantir a segurança das mulheres e protegê-las, porém essa nunca foi a realidade vivenciada pelas mulheres.

Portanto, é possível concluir que a violência contra a mulher é uma problemática atual e que urge ser solucionada. Destarte, cabe ao Ministério da mulher, família e direitos humanos em parceria com o Ministério da Educação promover políticas públicas e palestras de conscientização da população sobre a equidade de gênero e feminicídio. Além disso, faz-se necessária a intervenção do Ministério da mulher, família e direitos humanos junto ao Governo Federal e Polícia Militar a fim de garantir a correta aplicação de leis que visem a proteção das mulheres, através de fiscalizações e maior atenção a denúncias, para que dessa forma a realidade evidenciada no livro de Eugênia Nogueira não mais represente a de tantas mulheres ao redor do mundo.