A Violência Contra a Mulher
Enviada em 08/07/2021
Gregório de Matos, poeta luso-brasileiro, ficou conhecido como “Boca do Inferno”, por denunciar, de maneira ácida, os problemas que assolavam o século XVII. Sob essa óptica, talvez, hodiernamente, ao se deparar com os crescentes casos de violência contra a mulher no território brasileiro, o autor produziria críticas a respeito, uma vez que o entrave precisa ser mitigado, em prol do bem-estar social. Portanto, é mister uma análise minuciosa no que tange à aspectos como o legado histórico-cultural e a morosidade do Governo enquanto fatores para a perenização do imbróglio.
Em primeira instância, é fulcural assentir que as estruturas e os comportamentos históricos consolidados no corpo social são intrínsecos ao panorama vigente, no qual o gênero feminino é constantemente agredido e menosprezado. Nesse contexto, é essencial elencar que, historicamente, o patriarcalismo foi a razão da excruciante situação que as senhoras da época se encontravam, ademais, é necessário ratificar que condutas patriarcais foram se enraizando na ordem social, pois como disse o sociólogo Pierre Bourdieu, ações padrões de uma determinado período que não são combatidas, tendem a serem naturalizadas e, consequentemente, reproduzidas em diferentes tempos. Destarte, é notório que a violência de gênero reflete o ódio, desprezo e o pouco valor que a sociedade fornece as mulheres, além da contribuição do legado histórico-cultural para perpetuação do óbice.
Em segunda análise, é flagrante que o Poder Executivo é falho na efetivação de medidas para extinguir a adversidade, assim contribuindo para a situação abjeta atual. Sob esse vislumbre, é primordial anuir que o Estado com sua inoperância acaba se configurando como um agente que contribui para permanência do empecilho, além de negligenciar sua responsabilidade com a população. Dessa forma, é explícito que o poder público se caracteriza como uma “Instituição Zumbi”, conceito criado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, para nomear aquelas organizações que mantém sua forma, entretanto não exercem mais suas funções. Em vista disso, é elementar que o Governo assuma suas obrigações e promova ações para eliminar a violência contra a mulher.
Dessarte, é explícito que para superar o revés que assola a contemporaneidade, urge que o Governo, enquanto instância máxima da administração executiva e responsável pelo bem-estar social, vibialize palestras e ações, as quais visem combater os comportamentos patriarcais violentos, bem como instruir, amparar e proteger as mulheres que são vítimas de agressões, por meio de uma parceria com os interlocutores de informação, como noticiários televisivos e canais da empresa, para possibilitar as informações de como agir em situações de agressão e denunciá-las. Desse modo, atenuando os casos de violência contra mulher, eliminandos estruturas patriarcais e promovendo o bem-estar social.