A Violência Contra a Mulher

Enviada em 24/08/2021

Na Segunda Guerra Mundial, enquanto os homens dedicavam-se às batalhas, as mulheres, assumiram os trabalhos nas fábricas. No entanto, o papel da mulher na sociedade  ainda é visto como secundário, sendo as responsáveis pelos cuidados da família e dor lar. Sob essa ótica, a violência contra mulher é frequente no Brasil, tendo em vista que,  não só a educação patriarcal garante aos homens o poder sobre suas respectivas parceiras, mas também,  as condições financeiras femininas, permitem que  relacionamentos abusivos e violentos sejam frequentes.

Em primeira análise, na série exibida pela Netflix “Coisa mais linda”, Lígia é assassinada pelo marido que não aceitava que ela gostava de cantar e apresentar-se em bares. Vê-se então, que homens (e algumas mulheres, no caso de relacionamentos homoafetivos)  foram ensinados que suas esposas são na verdade, suas propriedades. Esse ensinamento é passado de geração em geração, tornando portanto, o machismo enraizado na cultura brasileira. Contudo, o patriarcado da autonomia para que os homens agridam às mulheres, colocando na maioria das vezes, a vítima como a culpada. Logo, ensinar crianças sobre igualdade de gênero, é um passo para o respeito entre todas as relações.

Em segunda análise, a Organização Mundial da Saúde (OMS), informou que para conter a pandemia da covid-19, seria necessário que todos ficassem em casa. Sob essa perspectiva, estar em quarentena, para algumas mulheres, foi na verdade, ficar em casa com seus agressores. Além disso, um dos motivos que impedem o fim dessas agressões, é a condição financeira feminina, já que muitas mães não possuem trabalho, e se dedicam exclusivamente aos filhos e à família. Com isso, quem promove o dinheiro e o sustento familiar, é o agressor. Em síntese, quem tem o poder financeiro, acaba consequentemente, tendo o poder sobre os outros integrantes familiares, principalmente, os agredidos.

Portanto, é necessário que a educação patriarcal não exista mais no país, mas para isso acontecer, infelizmente o processo ainda é longo. No entanto, as escolas em parceria com o MEC, devem distribuir cartilhas e ensinar desde os primeiros anos escolares sobre a igualdade de gênero, para que as meninas saibam que também possuem direitos sociais que nem os homens, e para que meninos aprendam a respeitar às mulheres. Em suma, o Ministério do Trabalho deveria pensar sobre a maternidade remunerada para as mães desempregadas. Com essa medida, a questão financeira deixaria de ser um problema para abandonar o relacionamento abusivo.