A Violência Contra a Mulher

Enviada em 04/10/2021

“A Esposa do Pastor” é um filme que retrata a história de uma mulher que sofre com constantes agressões físicas em casa, além dos abusos sexuais, realizados pelo próprio marido. Com essa obra, revelam-se as adversidades da violência doméstica para a vivência das indivíduas em sociedade. No entanto, nota-se a irresponsabilidade humana no que tange à violência contra mulheres no Brasil. Nesse sentido, percebe-se que a temática espelha um contexto desafiador, seja em razão do receio de denunciar, seja pela carência de incentivo estatal.

Primariamente, é inevitável destacar a apreensão de denúncia como bloqueio para a resolução do problema. Isso ocorre pela condição sociopsicológica do ser humano de suportar situações desagradáveis e ser incapaz de evitá-las, promovendo uma barreira a mulheres vítimas de violência no que se refere à acusação de agressores. Contudo, na atualidade, observa-se uma sucessiva mudança no posicionamento do Governo referente a esse contexto, tendo em vista que foi desenvolvida uma campanha promovendo a aplicabilidade da Lei Maria da Penha, segundo o Conselho Nacional de Justiça. Logo, o tema potencializa valores cruciais para a harmonização social.

Ademais, a falta de estímulo por parte do Estado apresenta relação íntima com a existência do cenário de mulheres violentadas. Cita-se a Constituição Federal de 1988, conhecida como Cidadã, a qual decreta por lei que: a proteção da mulher e prevenção à violência doméstica é dever do Estado e deve ser garantida mediante políticas sociais. Nesse viés, observa-se a relevância do incentivo nas mídias sociais à proteção da mulher e abolição da agressão doméstica, visto que há muitas cidadãs que desconhecem a possibilidade de denunciar agressores, como por meio da Central de Atendimento à Mulher- 180. Desse modo, as comunidades de proteção feminina carregam uma função essencial na superação da violência contra mulheres, contribuindo para que as brasileiras violentadas possuam acesso aos seus direitos. Assim, faz-se crucial a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Portanto, é necessário que o Ministério da Justiça- órgão de ampla abrangência- atente-se às denúncias realizadas por mulheres vítimas de agressão, com urgência, por meio do decreto de leis concretas em benefício da mulher, com consequências árduas aos agressores, a fim de incentivar as brasileiras a denunciarem qualquer ato de agressividade. Paralelamente, a mídia- principal meio de propagação de informações- deve alertar as indivíduas violentadas, de imediato, sobre os benefícios de denunciar seus agressores, por meio de anúncios diários, com a finalidade de cessar o problema. Consequentemente, transformando o Brasil em um país livre de brutalidade contra mulheres.