A Violência Contra a Mulher

Enviada em 12/11/2021

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, a qual é marcada pela ausência de conflitos e problemas sociais. No entanto, fora da ficção, percebe-se que tal corpo social não condiz com a realidade hodierna, uma vez que a violência contra a mulher se faz presente no Brasil. Decerto, esse impasse dá-se pela negligência governamental e pela insuficiência de medidas escolares.

Diante desse cenário, pode-se destacar a passividade do Estado como um dos agentes que colabora para perpetuação da violência contra a mulher no país. Nesse sentido, de acordo com filósofo Jonh Rawls, um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros para resolução de todos os problemas sociais. Entretanto, nota-se que tal pensamento não é posto em prática, haja vista que o poder público pouco investe em alternativas para diminuir a violência doméstica- como a contratação de mais policias e melhorias nas infraestruturas das leis que fiscalizam crimes contras as mulheres. Desse modo, é imprescindível que atitudes devem ser tomadas a fim de amenizar esse entrave.

Outrossim, vale ressaltar a escassez de informações escolares sobre a importância de denunciar casos de violência contra as mulheres como um dos vetores que corrobora para o problema. Sob essa ótica, segundo Rubem Alves- importante escritor brasileiro- as escolas podem ser comparadas a assas ou a gaiolas, pois podem proporcionar voos ou condições de exclusão e segregação informacional. Nesse viés, fica claro que as redes de ensino têm papel fundamental na formação cidadã e educacional na vida dos seus discentes. Porém, com a falta de aulas e palestras- ministradas por sociólogos e psicólogos- sobre a necessidade de denunciar e intervir em qualquer ato de violência doméstica faz com que as instituições escolares atuem como “gaiolas”, ou seja, contribuindo com esse obstáculo presente no território tupiniquim.

Sendo assim, portanto, cabe ao Governo Federal a ampliação de verbas destinadas a contratação de policiais, para que assim esses consigam intervir e fiscalizar com mais rapidez e constância crimes de violência contra as mulheres. Ademais, urge Ministério da Educação- órgão responsável pelas redes de ensino do país- a criação de palestras e campanhas, ministradas por psicólogos e sociólogos, por intermédio da ampliação da BCC (Base Comum Curricular), com o intuito de conscientizar os discentes e a população sobre a importância de denunciar esses crimes contras as mulheres. Desse modo, combatendo a violência contra as mulheres e tornando a realidade cada vez mais próxima da teoria de Thomas More.