A Violência Contra a Mulher

Enviada em 23/01/2022

Em banalidades do mal de Hannah Arendt - " Quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de ve-lâ como errada". De maneira análoga a isso, a violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nos últimos tempos. Nesse prisma, destacam-se aspectos importantes: a permanência da sociedade patriarcal dirigida pelo estigma do machismo na cultura brasileira.

Em primeira análise, evidencia-se ainda no século XXI a “exigência” do sexo feminino em função social de se submeter ao masculino em vigência de uma visão de incapacidade em se construir-se mulher livre. Sob essa ótica, contrariando-se a concepção de Simone de Beauvoir " Não se nasce mulher, torna-se mulher." Dessa forma, os comportamentos violentos contra as mulheres são naturalizados, em prol da construção social da ditadura do patriarcadismo, cativando-as de se tornarem entidades independentes e autossuficientes.

Além disso, é notório a ideologia da superioridade do gênero masculino em detrimento ao feminino refletido no cotidiano brasileiro culturalmente machista em ambos contextos sociais. Desse modo, " A linguagem é uma verdadeira forma de ação" de Jürgen Habermas, filósofo alemão influente pós-guerra, apresentando a importância da linguagem proferida, entretanto, diante à construção da cultura do medo manifestado pelo sexo feminino em se expressar-se sobre constantes ameaças pelo seu progenitor, a linguagem exposta aos mais próximos e a sociedade coexistente é a corporal, proferindo então os atos cometidos em espécie de crime.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham erradicar tais atitudes agressivas. Dessa maneira, cabe a defensoria pública em prontificar a fiscalização de medidas cautelares protetivas juntamente com a agilidade em processos administrativos e judiciais de urgência, efetivando os direitos dirigidos pela Lei Maria da Penha. Consoante a isto, o governo em conjunto com as instituições escolares carecem de implementar projetos socioeducativos em vigor de salientar a figura da mulher em destaque a valorização e proteção das mesmas, inibindo assim os esteriótipos que ampliam a linguagem de violência na sociedade vigente. Somente assim, exterminar ações violentas visando uma sociedade humanizada e igualitária de acordo com o conceito de Hannah arendt, declarando-se a ficção de utopia sobre a violência contra a mulher no Brasil.