A Violência Contra a Mulher
Enviada em 12/08/2025
O Brasil ocupa a sétima posição mundial no maior número de assassinatos de mulheres. Dentro desse arcabouço analítico, é perceptível a insegurança feminina de conviver em uma sociedade corrompida pela violência de gênero. A despeito disso, dois fatores influenciam a violência contra a mulher, como o histórico patriarcal e o descaso populacional. Por conseguinte, é imprescindível a busca por medidas resolutivas.
No que tange a esse contexto, destaca-se o legado histórico patriarcal como aliado à cultura de ódio contra a mulher. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública,a cada sete minutos, uma mulher é vítima de violência doméstica no Brasil. Posto isso, torna-se notório que tal problemática ocorre pela permanência de uma mentalidade ultrapassada de submissão feminina em relação à masculina, uma vez que a crença do machismo, preconceito que inferioriza o feminino, acredita que quando a mulher não se encaixa no padrão esperado deve ser “castigada”. Com isso, uma parcela das mulheres encontram-se em relacionamentos que deveriam proporcioná-las segurança, entretanto as resumem a um futuro número de uma estatística de violência.
Outrossim, é fundamental destacar que o descaso populacional permite a continuidade da violência contra a mulher. De acordo com a Lei Maria da Penha, deve-se punir os agressores acusados de violência doméstica, todavia não observa-se o uso da lei no cotidiano das brasileiras, tendo em vista que os agressores continuam no anonimato. Sob esse viés, vale destacar que a violência citada é silenciosa, porém não é invisível, “apenas” negligenciada pela sociedade por meio de frases como “em briga de homem e mulher não se mete a colher”, tais frases são usadas para mascarar a covardia masculina e justificar o descaso populacional. Logo, em uma sociedade “cega” perante ao sofrimento visível, as mulheres continuam imersas em uma realidade nem um pouco “cor de rosa”.
Depreende-se, portanto, que as instituições governamentais, por meio de palestras de conscientização, preparem a população para identificarem vítimas e alertarem as autoridades, por exemplo, compreender sinais de agressões e como agir após essa percepção, a fim de proporcionar uma nação segura e empática.