A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 08/11/2022

Segundo a lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer para-do quando nenhuma força é exercicda sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que concerne à violência obstetrícia no Brasil. Com isso, observa-se um grave problema que tem como causas a omissão estatal e o silenciamento midiática.

A princípio, a negligência governamental mostra-se um complexo dificultador. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada, visto que não há, de maneira homogê-nea, um ensino de qualidade que proporcione criticidade ao abordar pautas sociais, como a violência obstétrica. Sob esse viés, esse nítido descaso estatal, contribui para a intensificação da permanência desses atos violentos - o que fere os direitos constitucionais e proporciona uma pseudocidadania, pois fere a integridade das mulheres que são acometidas po esse ato cruel.

Ademais, é ingênuo pensar que má inflência midiática não funciona como um catalisador. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilida-de para que soluções sejam promovidas. Entretanto, há um silenciamento instaura-do referente à violência obstetrícia, haja vista que não existe, de maneira eficaz, documentários, em horário nobre, nos meios de comunicação em massa. Por con-seguinte, a mídia, de forma subliminar, contribui para a normalização de mazelas socias. Contudo, tal trivialização acarreta em um baixo índice de denúncias por me-do das vítimas e podem desenvolver doenças psicossomáticas -tais como: depres-são e síndrome do pânico. Assim, urge tornar a visível, como diz a pensadora.

É imprescindível, portanto, que medidas estratégicas sejam tomadas. Para isso, o governo, como promotor da qualidade de vida, deve criar um programa que consistiria em entrevistas com especialistas no assunto, por meio de debates e palestras, a fim de mitigar o alto índice de violência obstétrica. Tal ação pode, ainda, conter uma divulgação na mídia para que a população tome conhecimento e incentive denúncias por parte das vítimas. Desse modo, é possível sair da inércia em que se encontra.