A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 01/08/2019
Desde o surgimento do Iluminismo na França,entende-se que uma sociedade só progride quando um indivíduo mobiliza-se pelo problema do outro.No entanto,quando se observa a violência obstetrícia em debate no Brasil,hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria,mas não,desejavelmente ,na prática.Se por um lado,a comunidade médica deveria dar um amparo às gestantes,por outro,verificam-se maus-tratos e a omissão de informações por parte desses profissionais.Com efeito,evidencia-se a necessidade de promover melhorias no sistema político e educacional do país.
Deve-se pontuar,de início, que a questão constitucional e sua aplicação estão entre as causas do problema do tema. O filósofo grego Aristóteles propunha que a política deve ser utilizada de modo que,por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que ,no Brasil, a falta de punição para a crueldade de alguns médicos com mulheres grávidas rompe essa harmonia ,haja vista que qualquer ato ou intervenção que prejudique a grávida é considerado violência obstétrica se for praticado sem o consentimento explícito da grávida.
Outrossim, ainda há outro agravante mediante tal problemática.Sem dúvidas, priorizar o procedimento de cesárea ao invés do parto normal pelo seu custo reduzido é um entrave para combater a violência na hora do parto . Segundo o educador Rubem Alves:”não existe cultura sem educação”.Nessa perspectiva, a melhor maneira para informar sobre os direitos e deveres básicos de um cidadão é instruí-lo desde a infância.Sendo assim,as escolas têm um papel fundamental na formação social do indivíduo,ao criar a ideia de que o procedimento de cesárea só será necessário se o parto normal não for possível. Em suma,a falta de informação faz com que os médicos convençam as mães a escolherem a cesárea por ter um período de duração menor,tendo assim,um custo reduzido em relação ao parto normal.
Destarte,infere-se que a violência obstétrica é uma atitude inaceitável e,como tal,deve ser sanada.Nesse âmbito,é mister que Ministério da Saúde, com o apoio do Congresso Nacional,forneça o prontuário médico à qualquer paciente mesmo que ela não o solicite, para que ela possa verificar todo o procedimento médico feito e,se necessário,procurar a Defensoria Pública de seu município para denunciar qualquer tipo de violência na hora do parto Ademais, é viável a implementação do projeto “Famílias nas Escolas”, pelo Ministério da Educação,no qual,os alunos e seus responsáveis são convidados a participarem de palestras e workshops ministradas por psicólogos e professores que discutam o combate à agressão obstétrica Em consequência disso, o tecido social se desprenderia de certos tabus ao incluir grande parte da comunidade nesse ideal de mudança cultural e alcançar,na prática, o ideal iluminista.