A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 26/10/2019

Violência obstétrica, é o tratamento desumanizado durante a gestação, parto ou pós-parto, referente a violências físicas,psicológicas ou verbais. Dessa forma, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no mundo milhões de mulheres sofrem abusos, desrespeito e maus tratos durante o parto nas instituições de saúde. Entretanto, apesar da violência obstétrica ser algo recorrente ela ainda é ignorada, se tornando um dos maiores problemas da sociedade.

Em primeiro lugar, cabe apontar que a  ausência de uma lei contra a violência obstétrica que abranja todo o território brasileiro, junto com falta de informação agrava a problemática, deixando as gestantes vulneráveis e desprotegidas. Em vista disso, pesquisas feitas pelo site Época apontam que 71% das entrevistadas foram proibidas de ter a acompanhantes durante o  parto, embora seja um direito garantido por lei, 36% receberam substâncias ocitocinas para acelerar o parto, sendo que a prática só é recomendada  em casos específicos.

Ademais, convém frisar que outro fato alarmante é o procedimento de episiotomia, uma incisão no períneo durante o parto sem necessidade médica  ou conhecimento da paciente. Outrossim, outra forma de violência obstétrica muito comum ocorre durante a sutura da episiotomia, quando a paciente recebe mais pontos que o essencial, para tornar a vagina mais estreita e teoricamente dar mais satisfação ao marido nas relações sexuais, desrespeitando os direitos e a saúde da mulher.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessa maneira, é imprescindível que o Ministério da Saúde junto com o governo criem uma lei contra a violência obstétrica, definindo medidas protetivas para as mulheres durante a gravides, parto e pós-parto, além de definir punições para as instituições e funcionários que cometam essa violência, podendo ser multas ou prisão nos casos mais graves. Para que assim diminua esse tipo de violência no país e o parto no Brasil seja mais humanizado.