A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 20/08/2019
Violência obstétrica como definição é todo ato praticado que fere, de forma verbal ou física, a gestante no momento do parto e no período de puerpério. Essa violência caracteriza-se tanto como um problema cultural como de saúde. E como todo problema para poder ser solucionado, tem que ser discutido e abordado.
Não precisamos voltar muito no tempo para verificar que na grande parte da história, a mulher nasceu e foi educada para ser submissa ao homem. Criada para não ter voz, sem ser dona do seu próprio corpo. É possível ver vestígios dessa cultura machista, inclusive em momentos como o parto. Quando a gestante é tratada de forma agressiva, não é ouvida, não tem o direito de escolher se irá optar por parto normal ou cesárea (estamos falando de gestantes sem complicações). Quando seus gritos de dor são repreendidos, pois “gritar é feio”. Seu corpo é tratado como um objeto, sendo violado com práticas como a episiotomia. Prática que inclusive não é mais recomendadas pela O.M.S, Organização Mundial de Saúde, devido ao seu alto índice de utilização sem critérios.
Relacionando a violência obstétrica também como um problema de saúde, vemos a falta de preparo técnico e de empatia das equipes multidisciplinares, técnicos de enfermagem, enfermeiros, anestesistas e os médicos, para com as parturientes. Segundo a revista Época, 25% das gestantes brasileiras já passaram por alguma forma de desrespeito no parto ou no puerpério.
Dessa forma, é necessário investir em informação tanto para as gestantes como para as equipes médicas. Para tanto, compete ao Ministério da Educação, a elaboração e disponibilização nos postos de saúde e hospitais, de uma cartilha informativa voltada para as gestantes. Essa cartilha abordaria de forma clara e objetiva assuntos para deixar a parturiente mais ciente de seus direitos. Enquanto que a equipe multidisciplinar passaria por cursos de atualização,oferecidos pelo inistério da Saúde,com temas como técnicas recomendadas pela O.M.S.