A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 20/08/2019

Ao logo dos séculos, o parto sempre foi um momento difícil para a mulher, principalmente devido as mortes por complicações tanto com mãe quanto com a criança. No entanto, a medicina evoluiu a tal ponto de esse número diminuir drasticamente, porém, diante disso, outro grave problema surgiu: a violência obstétrica. No Brasil, fruto da grave desestrutura dos hospitais e da prática de uma medicina desumanizada, esse tipo de violência desrespeita os direitos humanos e a integridade física da parturiente. Antes de mais nada, é necessário investimentos para mudar essa realidade.

Segundo pesquisa realizada pela revista Cruso É, cerca de 1 a cada 5 mulheres sofrem violência obstétrica no Brasil, onde médicos despreparados desrespeitam a saúde da gestante, atendendo-as mal e não levando em consideração as queixas das pacientes. Soma-se a isso, a desestrutura das maternidades públicas, na qual as gestantes encontram-se amontoadas em enfermarias super-lotadas tendo sua integridade emocional e física desconsiderada.

De acordo com o Ministério Da Saúde, 75% das maternidades públicas brasileiras não possuem estrutura para um parto humanizado. Ademais, deve-se levar em consideração a falta de preparo dos médicos na residência em obstetrícia, pois, percebe-se que os mesmos não são capacitados para lidar com a saúde psicológica e preservar a integridade emocional das suas pacientes. “Mesmo dizendo que estava com muita dor, ele não me ouviu, foi e costurou os pontos assim mesmo”, relata vítima de violência.

Portanto, a fim de melhorar a estrutura das maternidades públicas e a capacitação dos profissionais, cabe ao Estado elaborar políticas públicas, isto é, investimentos na melhoria na gestão do dinheiro destinado aos hospitais e do ensino das graduações de saúde, por meio da promoção dos direitos humanos e garantias fundamentais da integridade física da mulher, trazendo para a sociedade um parto humanizado sem dor e sem sofrimento.