A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 11/09/2019

Sabe-se que a qualquer instante pode ocorrer um nascimento de um bebê, seja por parto normal ou cesária, e junto com esses nascimentos, pode-se caracterizar os problemas que as mulheres enfrentam ao realizar a origem de um recém-nascido. Prova disso, são os altos casos de mulheres que são agredidas fisicamente e emocionalmente durante o parto.‘‘Sofrer algum tipo de violência obstétrica é realidade para 1 em cada 4 mulheres no Brasil’’, dados divulgados pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio (SESC), em 2010.Em razão disso, levam-se em consideração dois principais fatores importantes: pela falta de consciência dos médicos envolventes e pela perda de empatia.Assim, causam problemas relacionados à violência obstetrícia no Brasil.

Em primeiro lugar,cabe abordar sobre as dificuldades que as mulheres passam ao serem vitimas da violência obstetrícia no Brasil. Tais mulheres recebem apoio da maioria das pessoas e desses apoios, pode-se citar: O projeto de Lei criado pela Deputada Estadual- Janaina Paschoal, que consiste no direito da mulher, a partir da 39ª semana de gravidez, decidir se deseja o parto normal ou cesárea em hospitais públicos do Sistema Único de Saúde (SUS).Dentre uma das causas dessas dificuldades, alega-se a falta de consciência dos médicos envolventes nos partos.A maioria dos médicos induzem as gestantes à prática da cesárea sem necessidade alguma, apenas pela escolha do médico. Com essa ação, frases como ‘’lugares que nos últimos anos passaram a ter “clientes” ao invés de pacientes’’, são comuns e são uma ótima influência para a reflexão de qualquer tipo de violência às mulheres no parto.        Outrossim, consegue-se citar a perda da empatia dos médicos sob as parturientes. A maioria dos doutores não se preocupam, não se conscientizam em relação às mulheres que passam pelo parto. De acordo com a revista Veja, 25% das gestantes sofreram violências durante o trabalho de parto, tais como a falta de anestesia, xingamentos, piadas,falta de alimentação,banho frio, entre outros.Prova disso, é uma frase comum dita por médicos no parto ‘‘se preocupa com a roupinha do neném, deixa que do parto eu cuido”,com a utilização dessa frase, os doutores praticam a violência obstetrícia, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o Brasil encontra-se na segunda posição no ranking dos países com maior porcentagem de cesáreas no mundo, com 56%.

Indubitavelmente,medidas são necessárias para resolver o impasse. O Governo deve implementar,criar e fiscalizar leis que atuem sobre os médicos responsáveis pela violência no parto, através de meios obrigatórios em hospitais ou maternidades, impondo multas e penas para os obstetras que não seguirem as leis impostas pela Autoridade.Paralelamente,cabe a sociedade contribuir com a impressão de cartazes postos nas ruas,para que só então,sejamos um país sem a violência obstetrícia.

“a violência começa no momento em que o profissional se coloca acima do paciente”