A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 12/09/2019
Humanização do parto em discussão
De acordo com a pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo em 2010, uma em cada quatro mulheres no Brasil sofreu violência obstétrica. A violência obstétrica trata-se de um atendimento desumano que envolve o nascimento do bebê, de forma que silencia a voz da parturiente a respeito das decisões dos procedimentos realizados em seu corpo, além de constituir de agressões verbais e físicas durante o trabalho de parto. Logo, a violência obstétrica em debate é essencial no Brasil, visto que é a cesárea é frequente, e há desumanização do parto.
Decerto, a polêmica acerca da violência obstétrica tem como uma das causas a predominância do número de cesáreas no país. Esse fato é notado pelo Ministério da Saúde que constata que a cesárea é prevalente e imposta pela sociedade médica brasileira, sendo que a OMS recomenda o parto normal na maioria dos casos de gravidez. Em razão disso, percebe-se que o Brasil não respeita as advertências sobre a saúde da mulher no momento do parto. Nesse sentido, de fato, a discussão da violência obstétrica é essencial, já que o parto normal precisa ser prioridade no Brasil.
Ademais, é preciso salientar a respeito da falta de humanização no processo de parto, que torna a questão da violência obstétrica bastante séria no Brasil. Essa desumanização é comprovada pela pesquisa divulgada pela Fundação Perseu Abramo, que constatou que meio hospitalar extremamente violento para a mãe e para o bebê. Entre as relações de violências registradas, há muitos abusos médicos que desrespeita a autonomia da mulher, há também o corte do períneo, a introdução de soro com ocitocina para a aceleração do processo de nascituro, indo na contramão das recomendações dadas pelo OMS. Assim, a violência no momento de parto constitui uma desumanização muito frequente, às mães e aos bebês, nos hospitais em todo território brasileiro.
Destarte, não se deve ignorar a violência obstétrica, resultado na prevalência de partos cesarianos e da desumanização à vida. Desse modo, deve as mídias brasileiras alertar a população acerca da violência obstétrica, visto que grande parte dos brasileiros desconhecem a problemática, por meio da TV, dos noticiários, e da imprensa, divulgar propagandas e disponibilizar leitura educativa a respeito do assunto, com o propósito da população torna-se conscientizada das formas de violência contra a mulher. Dessa maneira, pode-se prevalecer o debate, chamando a atenção para a humanização na hora do parto.