A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 14/09/2019

Segundo a OMS, o Brasil ocupa a segunda posição no ranking de países com maior porcentagem de cesáreas no mundo, com 56% dos partos realizados por esse procedimento, e a média recomendada pela OMS é de 15%. O grande número de nascimentos feitos por cirurgias pode ser ser explicado pelo fato de que vários médicos induzem pacientes gestantes a passar pela cesárea, por ser um procedimento que remunera melhor o médico.

No entanto, o parto normal é mais seguro do que a cirurgia, pois a recuperação da paciente é mais rápida, não há risco de infecção, o custo é baixo e a gestante perde apenas meio litro de sangue. Ao contrário da cesárea, em que são perdidos entre um litro e meio a dois litros de sangue e, por esse fato, a recuperação da paciente é lenta.

Além disso, os índices de morte materna são mais um dado, os quais comprovam que a gestação por parto normal, na maioria dos casos, é melhor, visto que em uma cesárea, há 20,6 mortes por 1000 gestantes - enquanto o parto normal possui apenas 1,73 mortes a cada 1000 gestantes. Diante desse cenário, a deputada estadual de São Paulo, Janaína Paschoal, elaborou um projeto de lei, no qual a partir da 39º semana de gestação, a mulher tem o poder de decidir se deseja uma cesárea ou parto normal.

Essa situação pode ser contornada se o Ministério da Saúde elaborar um programa de conscientização para divulgar os prós e contras do parto realizado por cesárea, essas informações podem ser disponibilizadas nas redes sociais, por exemplo. Ao mesmo tempo em que o Conselho Nacional de Educação (CNE), deve reorganizar os currículos do curso de medicina para capacitar os médicos na realização do parto normal.