A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 17/09/2019

A integridade de uma mulher se vai quando um filho vem ao mundo?

Não se pode negar que a sociedade atual é estruturada no machismo devido a anos patriarcais, e até hoje a mulher é tratada como inferior ao homem e tem sua luta constante para exigir seus direitos. Como na área obstetrícia, futuras mães têm seus corpos violados por médicos de maneira desumana sem medidas que estão previstas na lei para garantir sua integridade e relativo conforto, o que gera mais estresse e traumas para a grávida.

Segundo a pesquisa realizada pela revista Época, 71% das mulheres entrevistadas não tiveram acompanhantes, que é previsto na lei desde 2005. Desta forma o descaso com essas mulheres fica evidente, pais não podem ver o nascimento de seus filhos por negligência do hospital, desrespeitando a lei.

Além disso, 25% das brasileiras que participaram da mesma pesquisa afirmaram que sofreram algum tipo de agressão durante o parto, número que deveria ser nulo se médicos tratassem grávidas de maneira humana. Sem mencionar que 73% das entrevistadas não tiveram acesso a procedimentos não medicamentosos para alívio da dor, como um banho quente. Dados assustadores que refletem a insignificância dos médicos quando se diz respeito ao cuidado com essas moças que darão a luz.

Logo, para mudar essa realidade é preciso que seja disponibilizado pelo Governo Federal e Ministério da Saúde o acompanhamento  de uma funcionária da delegacia da mulher em partos, ou seja, que faça visitas frequentes a diferentes hospitais a fim de fiscalizar o procedimento de médicos, garantir o direitos de grávidas e incentivar outras mulheres que foram desrepeitadas ou violentadas a denunciar o ocorrido. Além do mais, que o Ministério da Saúde juntamente com a mídia realize campanhas que informem os direitos de uma mulher que carrega um filho na barriga, a fim de levá-las a lutar pelos seus direitos e não aceitar menos do que lhe é devido.